Tag: Robinson Jeffers
-
Robinson Jeffers – The Inhumanist (Parte II de “The Double Axe”) (excerto)

Chegará um tempo, sem dúvida,Em que também o sol morrerá; os planetas congelarãoe o ar sobre eles; gases congelados, com flocos de arSerão a poeira: que nenhum vento jamais bulirá:essa poeira mesma a cintilar à luz baixa dos astrosÉ o vento morto, o corpo branco do vento. Também a galáxia morrerá; o brilho da Via…
-
Robinson Jeffers – Ondas de novembro

“Ondas de Novembro”, um poema de Robinson Jeffers que celebra o poder purificador e renovador da natureza, e expressa uma visão da humanidade como uma espécie cujo impacto sobre o planeta é frequentemente negativo.
-
Robinson Jeffers – Falcões feridos

Falcões Feridos I A coluna partida da asa se projeta da espádua coagulada,A asa arrasta-se como um estandarte na derrota,Não mais para usar o céu, apenas para viver com fomeE dor por uns poucos dias: nem gato nem coioteAbreviarão a semana de espera pela morte: há caça sem garras.Ele posta-se sob o carvalho e esperaOs…
-
Robinson Jeffers – Oh, adorável rocha

Passamos a noite no inexplorado desfiladeiro do Ventana Creek, no braço leste.Os paredões rochosos e os cumes das montanhas se estendiam em camadas de florestas acima de nós, bordo e sequoia,Loureiro, carvalho, madrona, até os altos e esbeltos abetos de Santa Lucian que contemplam as cataratasDe rochas escorregadias até os precipícios da cor das estrelas.…
-
Robinson Jeffers – Regresso

Um pouco abstratos e um pouco sábios demais,É tempo de beijarmos a terra novamente,É tempo de deixar que as folhas chovam dos céus,Deixar que a rica vida corra para as raízes novamente.Eu irei para os Sur Rivers feiticeiros,E neles mergulharei meus braços até o peito.Encontrarei minha contabilidade onde treme a folha dos amieirosCom o vento…
-
Robinson Jeffers – Cremação

Isto quase anula meu medo de morrer, meu amor falou, Quando eu penso em cremação. Apodrecer na terra É um fim abominável, mas arder em chamas — além disso, estou habituada, Eu ardi com amor ou fúria tanto em minha vida, Não à toa meu corpo está cansado, não à toa está morrendo. Nós fomos felizes com…
-
Robinson Jeffers – Pecado original

O símio-terrestre com seu cérebro e mãos de homem, fisicamenteO mais repulsivo de todos os animais de sangue quenteDa terra até então: eles cavaram uma armadilhaE capturaram um mamute, mas como poderiam seus paus e pedrasAtingir a vida naquela tocaia? Eles dançaram ao redor do poço, guinchandoCom excitação de macaco, arremessando pedras afiadas em vão,…
-
Robinson Jeffers – Carmel Point

A extraordinária paciência das coisas!Este belo lugar desfigurado por uma safra de casas suburbanas —Quão belo quando o vimos pela primeira vez,Um campo intacto de papoulas e tremoceiros cercado por límpidas falésias;Nenhuma intrusão, salvo dois ou três cavalos pastando,Ou algumas vacas leiteiras esfregando seus flancos nos afloramentos rochosos —Então chega o espoliador: elas se importam?Francamente,…
-
Robinson Jeffers – A canção da quietude

Bebe, bebe profundamente da quietude, E às margens do mar-imensidãoEsquece de tua aflição, amiúde, E de todas as misérias que virão.Mais calmo e frio do que a neblina,Que se desdobra e se inclinaSobre o vale escuro, e se rebobina, Aprende a ser. O Passado — foi um sonho ardente, Um…
-
Robinson Jeffers – Falcão ferido

Falcão Ferido I O pilar quebrado da asa se projeta da espádua coagulada,A asa arrasta-se como um estandarte no fracasso,Não mais para usar o céu, apenas para viver com fomeE dor por uns poucos dias: nem gato nem coioteAbreviarão a semana de espera pela morte: há caça sem garras.Ele permanece sob o carvalho e esperaOs…