Categoria: Vasco Gato
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Vasco Gato – Repara nos velhos

Repara nos velhos.Dementes, doridos, restos de casas.Vivem agora a leprade todos nós.Não lhes chegamos.Tresandam.Esquecem.Apoderam-se do nada.E nós, capitosos,brindamos com o vinhoque também elessorveram,desdenhando a morteque, amarga comoa nossa indiferença,haveremosde provar. REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 16/07/2019 Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em…
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Vasco Gato – Repara nos velhos

Repara nos velhos. Dementes, doridos, restos de casas. Vivem agora a lepra de todos nós. Não lhes chegamos. Tresandam. Esquecem. Apoderam-se do nada. E nós, capitosos, brindamos com o vinho que também eles sorveram, desdenhando a morte que, amarga como a nossa indiferença, haveremos de provar.
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Vasco Gato – Fera Oculta

com a Inês para o Rodrigo I Durante essa tua natação de fera ocultahá um papiro que se desdobra na minha bocae nunca o futuro teve o saborde palavras tão sobejamente pronunciadasfamília rapaz umbigopalavras com que se poderia redigirtão pouca coisase não fosse a reinvenção da tua chegadainscrita no mundo como pedra preciosaque não é pedraantes…
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Vasco Gato – Eterno Outono

Estou com a idade pousada nas mãos. Explico-me com dedicação aos berços fundos onde cada coisa dorme o seu medo de morrer. Há na tristeza um perigo de terminar: o eterno outono parece belo a quem perdeu todas as sementes. Pergunta-se um nome e ninguém responde. Onde fica essa ilha a que só chegamos por…