Categoria: Samuel Daniel
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Samuel Daniel – Soneto XXXVIII (de Delia)

Quando murchar a flor, a glória dessa imagem,e tu sozinha, o rosto cheio de cuidado,no espelho que não mente leres a mensagemde que tua beleza já terá findado:verás vivas as chagas que fizeste em mim,e, extinta a chama tua, eu a guardar-lhe o ardor;que, se antes de fanares eu te amei assim,em teu declínio aumentará…