Eduardo Affonso – Labereda temporã

É possível voltar a se apaixonar com meio século de vida? Acreditar em amor eterno depois de amores eternos terem durado tão pouco? Em amor sem traição depois de ter traído tanto? E por que querer de novo a ansiedade diante do telefone que não toca, da carta que não chega, da campainha que não … Continue lendo Eduardo Affonso – Labereda temporã

Idea Vilariño – Ou foram nove

Talvez tivemos só sete noites não sei não as contei como poderia ter feito. Talvez não mais que seis ou foram nove. Não sei, mas valeram a pena como o amor mais duradouro. Talvez com quatro ou cinco noites dessas, mas precisamente como essas, talvez seja possível viver como de um longo amor uma vida … Continue lendo Idea Vilariño – Ou foram nove

Eira Stenberg – Falar de Amor

Falar de amor, do que não se pode falar - desse beco sem saída que é o espelho onde alguém pende de cabeça em uma árvore invisível com as pernas cingindo um ramo como se lutasse contra a gravidade e abrisse a boca sem emitir som algum. Ou falar como se o amor fosse uma … Continue lendo Eira Stenberg – Falar de Amor

Rosa Leveroni i Valls – De “Epigramas e Canções”

Eu levo dentro de mim para fazer-me companhia a solidão apenas. A solidão imensa do amor infinito que queria ser terra, ar e sol, mar e estrela, para que fosses mais meu, para que eu fosse mais tua. Trad.: Nelson Santander Rosa Leveroni i Valls - De "Epigrames i cançons" Jo porto dintre meu per … Continue lendo Rosa Leveroni i Valls – De “Epigramas e Canções”

Yehuda Amichai – Na história do nosso amor

Na história do nosso amor, um foi sempre Uma tribo nômade, outro uma nação em seu próprio solo. Quando trocamos de lugar, tudo tinha acabado. O tempo passará por nós, como paisagens Passam por trás de atores parados em suas marcas Quando se roda um filme. As palavras Passarão por nossos lábios, até as lágrimas … Continue lendo Yehuda Amichai – Na história do nosso amor

Pedro Salinas – De “La voz a ti debida” [39]

A tua forma de amaré deixar-me que te queiras.O sim com que tu te rendesé o silêncio. Teus beijossão oferecer-me os lábiospara que eu possa beija-los.Jamais palavras, abraços,me dirão que existias,que me quiseste: jamais.Dizem-mo as folhas brancas,mapas, augúrios, chamadas;tu, não.E fico abraçado a tisem perguntar-te, de medoque não seja verdadeiroque tu vives e me ama.E … Continue lendo Pedro Salinas – De “La voz a ti debida” [39]