Categoria: José Paulo Paes
-
José Paulo Paes – Auto-epitáfio nº 2

“Auto-epitáfio nº 2”, um poema de José Paulo Paes que transforma a escassez em destino e faz do nada um excesso definitivo.
-
José Paulo Paes – Revisitação

Cidade, por que me persegues? Com os dedos sangrandojá não cavei em teu chãoos sete palmos regulamentarespara enterrar meus mortos?Não ficamos quites desde então? Por que insistesem acender toda noiteas luzes de tuas vitrinascom as mercadorias do sonhoa tão bom preço? Não é mais tempo de comprar.Logo será tempo de viajarpara não se sabe onde.Sabe-se…
-
José Paulo Paes – De malas prontas

“De malas prontas”, um poema de José Paulo Paes: uma reflexão íntima sobre o envelhecimento, onde o passado e o presente se entrelaçam, criando um sentimento intrigante e sereno sobre o porvir.
-
José Paulo Paes – Elogio da Memória

“Elogio da Memória”, um poema de José Paulo Paes que explora o paradoxo da passagem do tempo e da persistência dos momentos fugazes.
-
José Paulo Paes – Borboleta

Mal saíra do casulopara mostrar ao solo esplendor de suas asasum pé distraído a pisou. (A visão de belezadura um só instanteinesquecível.) REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 12/07/2019 Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog
-
José Paulo Paes – Epitáfio para um banqueiro

REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 01/12/2017
-
José Paulo Paes – Dúvida

Não há nada mais triste do que um cão em guarda ao cadáver do seu dono. Eu não tenho cão. Será que ainda estou vivo? data da última gravação: 8/10/98, 17h09 Na “Apresentação” de Socráticas – obra da qual foi extraído o poema acima – Alfredo Bosi esclarece: As Socráticas, publicadas postumamente, soam como um…
-
José Paulo Paes – De malas prontas

Vários dos seus amigos mortos dão hoje nome a ruas e praças. Ele próprio se sente um pouco póstumo quando conversa com gente jovem. Dos passeios, raros, a melhor parte é a volta para casa. As pessoas lhe parecem barulhentas e vulgares. Ele sabe de antemão tudo quanto possam dizer. Nos sonhos, os dias da…
-
José Paulo Paes – Glauco

Nas duas vezes que voltei a Curitiba não o encontrei. Numa tinha viajado para o Rio na outra tinha viajado para a morte. E nem havia mais onde encontrá-lo: o Belas Artes fechara a redação de O Dia sumira-se no ar as pensões eram terrenos baldios. Desarvorado me sentei à mesa de uma confeitaria na…