Categoria: Raymond Carver
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Raymond Carver – Luto

Acordei cedo esta manhã e da minha camaolhei para longe através do Estreito e vium pequeno barco movendo-se na água agitada,com uma única luz acesa. Lembrei-me de um amigo que costumava gritar o nome de sua falecida esposa do alto das colinasao redor da Perugia. Que colocava um pratopara ela em sua mesa simples muito…
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Raymond Carver – Fragmento final

“Fragmento final”, um poema de Raymond Carver que condensa o sentido da existência na simples e radical experiência de ter sido amado sobre a terra.
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Raymond Carver – A cabine telefônica

Ela desaba na cabine, chorandono telefone. Perguntando uma coisaou outra, e chorando um pouco mais.Seu companheiro, um camarada mais velho,usando jeans e camiseta, aguarda em péa sua vez de falar, e chorar.Ela passa o telefone para ele.Por um minuto eles ficam juntosna minúscula cabine, as lágrimas delerolando junto com as dela. Entãoela vai se encostar…
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Raymond Carver – Esta manhã

Esta manhã foi especial. Um pouco de nevecobria o chão. O sol flutuava num clarocéu azul. O mar estava azul, e verde-azulado,até onde o olho podia enxergar.Calmo. Quase sem ondas. Eu me vestie saí para caminhar – decidido a não voltaraté receber o que a Natureza tivesse a oferecer.Passei perto de algumas árvores velhas, curvadas.Atravessei…
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Raymond Carver – A carteira do meu pai

Muito antes de pensar em sua própria mortemeu pai dizia que gostaria de descansar pertodos seus pais. Sentia muita falta delesdesde que tinham partido.Falou isso o bastante para que minha mãe se lembrasse,e eu me lembrasse. Mas quando o ardeixou seus pulmões e todo sinal de vidase extinguiu, ele se encontrava numa cidadea 512 milhas…
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Raymond Carver – Um passeio

Saí para caminhar pelos trilhos do trem.Caminhei algum tempo por elese cheguei ao cemitério do povoado,onde um homem descansa entreduas esposas. Emily van der Zee,Mãe e Esposa Amada,está à direita de John van der Zee.Mary, a segunda senhora Van der Zee,também uma Esposa Amada, à sua esquerda.Primeiro Emily se foi, depois Mary.Anos mais tarde, foi…
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Raymond Carver – Vocês não sabem o que é o amor (uma noite com Charles Bukowski)

“Vocês não sabem o que é o amor”, um poema de Raymond Carver que encena a voz desmedida de Bukowski para revelar o amor como vício, bravata e confissão crua de quem vive à beira do abismo.
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Raymond Carver – Chuva

Despertei esta manhã com a urgênciaterrível de permanecer na cama o dia inteiroe ler. Lutei contra isso por um minuto. Depois olhei a chuva pela janela.e me rendi. Coloquei-me inteiramentenas mãos dessa manhã chuvosa. Viveria minha vida novamente?Cometeria os mesmos erros imperdoáveis?Sim, se tivesse a mínima chance. Sim. Trad.: José Antônio Cavalcanti Rain Woke up…
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Raymond Carver – O que o médico disse

Ele disse não parece bomele disse parece mau aliás muito mauele disse eu contei trinta e dois deles em um pulmão antesde parar de contareu disse fico feliz não ia querer saberque tem mais do que isso láele disse por acaso você é religioso você se ajoelhaem bosques na floresta e se permite pedir ajudaquando…
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Raymond Carver – Medo

Medo de ver a polícia estacionar à minha porta.Medo de dormir à noite.Medo de não dormir.Medo de que o passado desperte.Medo de que o presente alce voo.Medo do telefone que toca no silêncio da noite.Medo de tempestades elétricas.Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!Medo de cães que supostamente não mordem.Medo da ansiedade!Medo de…