William Butler Yeats – “When you are old and grey and full of sleep” em 4 traduções

"When you are old and grey and full of sleep", poema de William Butler Yeats, nas traduções de José Agostinho Baptista, Adriano Nunes, Paulo Vizioli e Jorge Wanderley

William Butler Yeats – Leda e o cisne

Súbito, um baque: as grandes asas brancas Pousam sobre a jovem, e a agarram com jeito, As patas negras lhe afagam as ancas E a estreitam, impotente, contra o peito. Com dedos trêmulos, como afastar Das coxas fracas o esplendor plumado? E como não sentir a palpitar O estranho coração, desabalado? Um espasmo ― e … Continue lendo William Butler Yeats – Leda e o cisne

William Butler Yeats – A torre

1 O que farei com esta absurdidade, Esta caricatura, coração? Decrepitude atada à minha idade Como à cauda de um cão? Jamais terei sentido Tão grande, tão apaixonada, tão incrível A fantasia, nem houve olho e ouvido Que mais quisessem o impossível - Não, nem quando menino, com inseto e anzol, Ou mais humilde verme, … Continue lendo William Butler Yeats – A torre

William Butler Yeats – As quatro idades do homem

As quatro idades do homem, um poema de William Butler Yeates:

Com seu corpo principiou uma rinha
O corpo venceu; ereto ele caminha.

Ele lutou então com o coração;
Sua inocência e sua paz já se vão.

William Butler Yeats – Um aviador irlandês prevê a morte

Encontrarei meu fim no meio das nuvens de algum céu sobejo; os que combato, eu não odeio, também não amo os que protejo; Kiltartan Cross é meu país, seus pobres são a minha gente, nada a fará mais infeliz do que já era, ou mais contente. Não é por lei ou por dever, turba ou … Continue lendo William Butler Yeats – Um aviador irlandês prevê a morte

William Butler Yeats – “No Second Troy” em duas traduções (+ revisão do poema)

"No Second Troy", de William Butler Yeats, em duas traduções: por Augusto de Campos e Nelson Ascher. Bônus: uma revisão do poema

William Butler Yeats – Morte

Um bicho à morte ignora ânsia e temor; contudo um homem, quando é hora, anseia e teme tudo; morreu vezes sem conta e ergueu-se redivivo. Um grande homem confronta gente homicida, altivo, escarnecendo o corte do alento. Convivera com a morte a vida inteira: o homem criou a morte. Trad.: Nelson Ascher

William Butler Yeats – Bizâncio

As imagens febris do dia se desfazem; Os guardas imperiais, bêbados, jazem; Noite sem som, sombras noctívagas se alongam Da catedral e do seu gongo; À luz de estrela ou lua um domo desmerece Tudo o que é humanidade, Mera complexidade As veias, fúria e lama, em toda humana espécie. Diante de mim a imagem, … Continue lendo William Butler Yeats – Bizâncio

William Butler Yeats – O Prazer do Difícil

O prazer do difícil tem secado A seiva em minhas veias. A alegria Espontânea se foi. O fogo esfria No coração. Algo mantém cerceado Meu potro, como se o divino passo Já não lembrasse o Olimpo, a asa, o espaço, Sob o chicote, trêmulo, prostrado, E carregasse pedras. Diabos levem As peças de sucesso que … Continue lendo William Butler Yeats – O Prazer do Difícil

William Butler Yeats – Quando Estiveres Grisalha e com Sono…

Quando estiveres grisalha e com sono, Dormitando ante o fogo, lê meu livro Bem lentamente e lembra o sensitivo Olhar que tinhas de suave abandono. Muitos amaram tuas alegrias, Tua beleza; mas só num culmina O amor por tua alma peregrina E a mágoa que teu rosto pressentia. Reclina-te ante as chamas; e ao vê-las … Continue lendo William Butler Yeats – Quando Estiveres Grisalha e com Sono…