Armando Freitas Filho – Autobiografia até agora

No Cineac antes da descoberta do Brasil com a mãe a tiracolo vendo o Arqueiro Verde (um Robin Hood de segunda mão) disparando suas flechas morais. Depois, punhetas, colégios, lápis a primeira caneta, poesia, pin-ups futebol, jogo de botão e puteiros: a sessão começa quando você chega. Agora, no escuro, meio Zé Carioca trocando de … Continue lendo Armando Freitas Filho – Autobiografia até agora

Armando Freitas Filho de “Rol”

150 Ontem, foi-se. Amanhã, não há. Ar, somente, o de hoje no presente, desse dia que projeta na respiração sua plataforma insubstituível: peça única com sua aura esplêndida longe de qualquer linha de montagem frágil a qualquer hora, em aberto. No levante, no meio, no fim do seu alento, não em si, mas em mim … Continue lendo Armando Freitas Filho de “Rol”

Armando Freitas Filho – Escritor, Escritório

Não transponho Camões, mas me empenho. Não atravesso seu mar manuscrito porque me afogo na incompreensão no enfado, no palavreado castiço na análise sintática dos seus versos onde erro na prova urgente, aflita sem ouvi-los soar na página a pleno de difícil lida, da ilimitada luta na travessia da linha, da estrofe empolgante, empolada, que … Continue lendo Armando Freitas Filho – Escritor, Escritório

Armando Freitas Filho – Antiquário

Mil folhas. Mesmo em algumas das mais passadas, um pouco do sabor, um risco de doçura e amargo, é remanescente. Anamnésia construída pelo fato e pela imaginação: vai do anátema ao enaltecimento, expressos em alta voz até ao murmúrio cifrado no coração. O acervo de uma vida se dispersará depois de ela parar: alguma coisa … Continue lendo Armando Freitas Filho – Antiquário

Armando Freitas Filho – Sibilante

Cego aço doce corte de navalha ou de folha de papel: só sangra bem depois da ação, da posse do sentido e sentimento que o amor concede não isento do ciúme.