Louise Glück – Uma fantasia

Vou lhe dizer uma coisa: todos os diaspessoas morrem. E isso é só o começo.Todos os dias, nas funerárias, nascem novas viúvas,novos órfãos. Eles se sentam com as mãos cruzadas,tentando decidir sobre esta nova vida. Depois eles estão no cemitério, alguns delespela primeira vez. Eles têm medo de chorar,às vezes de não chorar. Alguém se … Continue lendo Louise Glück – Uma fantasia

Louise Glück – Nostos

Havia uma macieira no quintal - isso teria sido há quarenta anos - nos fundos, apenas prados. Excesso de crocus na relva úmida Eu estava naquela janela: fim de abril. Flores da primavera no quintal do vizinho. Quantas vezes, realmente, a árvore floresceu no meu aniversário, no dia exato, nem antes nem depois? Substituição do … Continue lendo Louise Glück – Nostos

Louise Glück – Under Taurus

Estávamos no píer, e você desejava que eu visse as Plêiades. Eu podia ver tudo, menos o que você desejava. Agora o seguirei. Não há uma única nuvem; as estrelas aparecem, até mesmo a irmã invisível. Mostre-me onde olhar, como se elas fossem ficar onde estão. Instrua-me no escuro. Trad.: Nelson Santander . Under Taurus … Continue lendo Louise Glück – Under Taurus

Louise Glück – Outubro

1. É inverno outra vez, faz frio outra vez, Frank não escorregou no gelo, ele não se curou, não se plantaram as sementes da primavera a noite não terminou, o gelo derretido não inundou as calhas estreitas meu corpo não foi resgatado, não era seguro não se formou a cicatriz, invisível sobre a lesão terror … Continue lendo Louise Glück – Outubro

A íris selvagem – Sumário

A Íris Selvagem - Louise Glück Tradução: Nelson Santander SUMÁRIO Apresentação de “The Wild Iris”, de Louise Glück A íris selvagem Matinas Matinas Trillium Lamium Snowdrops Manhã Clara Neve de Primavera Fim de Inverno Matinas Matinas Scilla Vento em Retirada O Jardim O Espinheiro Amor ao Luar Abril Violetas Witchgrass A Escada de Jacó Matinas … Continue lendo A íris selvagem – Sumário

Louise Glück – Os lírios brancos

Como um homem e uma mulher fazem de um jardim entre eles uma cama de estrelas, aqui eles permanecem na noite de verão e a noite se torna fria com o seu pavor: tudo pode acabar, tudo é capaz de devastação. Tudo, tudo se pode perder, através do ar perfumado as colunas estreitas se elevando … Continue lendo Louise Glück – Os lírios brancos

Louise Glück – O lírio dourado

Como percebo que estou morrendo agora e sei que não falarei novamente, não sobreviverei à terra, serei convocada para fora dela uma vez mais, não uma flor, contudo, apenas uma espinha, terra bruta aderindo às minhas costelas, eu o invoco, pai e mestre: por toda parte, meus companheiros estão fraquejando, achando que você não os … Continue lendo Louise Glück – O lírio dourado

Louise Glück – Setembro crepuscular

Eu os reuni, eu posso dispensa-los — Estou farto de vocês, caos do mundo dos vivos — Eu só posso me estender por um tempo a uma coisa viva. Convoquei-os para a existência abrindo minha boca, levantando meu dedo mindinho, áster azul cintilante, flor de lírio, imenso, com veios dourados — Vocês vêm e vão; … Continue lendo Louise Glück – Setembro crepuscular

Louise Glück – O lírio prateado

As noites esfriaram novamente, como as noites do início da primavera, e estão silenciosas outra vez. Incomoda-o conversarmos? Estamos sozinhos agora; não temos razão para o silêncio. Você pode ver, sobre o jardim — a lua cheia nasce. Eu não verei a próxima lua cheia. Na primavera, quando a lua emerge, significa que o tempo … Continue lendo Louise Glück – O lírio prateado