Louise Glück – Acalanto

Minha mãe é especialista em uma coisa:enviar pessoas que ela ama para o outro mundo.Os pequeninos, os bebês — estesela embala, sussurrando ou cantando baixinho. Não posso dizero que ela fez pelo meu pai;o que quer que tenha sido, tenho certeza de que foi o certo. De fato, é a mesma coisa preparar uma pessoa … Continue lendo Louise Glück – Acalanto

Louise Glück – Encruzilhada

Corpo meu, agora que não viajaremos juntos por muito mais tempo,começo a sentir uma nova ternura por ti, muito crua e pouco familiar,como a lembrança que tenho do amor quando eu era jovem — amor que foi tantas vezes tolo em seus objetivosmas nunca em suas escolhas, suas intensidadesMuito exigido com antecedência para muito que … Continue lendo Louise Glück – Encruzilhada

Louise Glück – Viúvas

Minha mãe está jogando cartas com minha tia,Spite and Malice*, o passatempo da família, o jogoque minha vó ensinava a todas as suas filhas. É o auge do verão: quente demais para sair.Hoje minha tia está em vantagem; ela está recebendo as cartas boas.Minha mãe está se arrastando, com problemas em se concentrar.Ela não consegue … Continue lendo Louise Glück – Viúvas

Louise Glück – Abundância

Um vento frio sopra nas noites de verão, agitando o trigo.O trigo se curva, as folhas dos pessegueirosfarfalham noite afora. No escuro, um menino cruza o campo:pela primeira vez, ele tocou uma garotae então volta para casa como um homem, com a fome de um homem. Lentamente, as frutas amadurecem —cestas e mais cestas delas … Continue lendo Louise Glück – Abundância

Louise Glück – Uma fantasia

Vou lhe dizer uma coisa: todos os diaspessoas morrem. E isso é só o começo.Todos os dias, nas funerárias, nascem novas viúvas,novos órfãos. Eles se sentam com as mãos cruzadas,tentando decidir sobre esta nova vida. Depois eles estão no cemitério, alguns delespela primeira vez. Eles têm medo de chorar,às vezes de não chorar. Alguém se … Continue lendo Louise Glück – Uma fantasia

Louise Glück – Nostos

Havia uma macieira no quintal - isso teria sido há quarenta anos - nos fundos, apenas prados. Excesso de crocus na relva úmida Eu estava naquela janela: fim de abril. Flores da primavera no quintal do vizinho. Quantas vezes, realmente, a árvore floresceu no meu aniversário, no dia exato, nem antes nem depois? Substituição do … Continue lendo Louise Glück – Nostos

Louise Glück – Under Taurus

Estávamos no píer, e você desejava que eu visse as Plêiades. Eu podia ver tudo, menos o que você desejava. Agora o seguirei. Não há uma única nuvem; as estrelas aparecem, até mesmo a irmã invisível. Mostre-me onde olhar, como se elas fossem ficar onde estão. Instrua-me no escuro. Trad.: Nelson Santander . Under Taurus … Continue lendo Louise Glück – Under Taurus

Louise Glück – Outubro

1. É inverno outra vez, faz frio outra vez, Frank não escorregou no gelo, ele não se curou, não se plantaram as sementes da primavera a noite não terminou, o gelo derretido não inundou as calhas estreitas meu corpo não foi resgatado, não era seguro não se formou a cicatriz, invisível sobre a lesão terror … Continue lendo Louise Glück – Outubro

A íris selvagem – Sumário

A Íris Selvagem - Louise Glück Tradução: Nelson Santander SUMÁRIO Apresentação de “The Wild Iris”, de Louise Glück A íris selvagem Matinas Matinas Trillium Lamium Snowdrops Manhã Clara Neve de Primavera Fim de Inverno Matinas Matinas Scilla Vento em Retirada O Jardim O Espinheiro Amor ao Luar Abril Violetas Witchgrass A Escada de Jacó Matinas … Continue lendo A íris selvagem – Sumário