Categoria: Poesia em Língua Espanhola
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Luis Alberto de Cuenca – O Retorno de Guilherme de Aquitania

“O Retorno de Guilherme de Aquitânia”, um poema de Luis Alberto de Cuenca que percorre os contornos do nada para revelar, no eco do silêncio, a essência invisível do poema.
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Jorge Luis Borges – Everness

Só uma coisa há. É o esquecimento.Deus, que salva o metal, salva a escóriaE cifra na sua profética memóriaas luas que serão e que hão sido. Já tudo está. Os mil reflexos,Que entre os dois crepúsculos do diaTeu rosto foi deixando nos espelhose os que irá deixando ainda. E tudo é uma parte do diversoCristal…
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Jorge Luis Borges – Cosmogonia

Nem treva nem caos. A trevaRequer olhos que vêem, como o som.E o silêncio requer o ouvido,O espelho, a forma que o povoa.Nem o espaço nem o tempo. Nem sequerUma divindade que premeditaO silêncio anterior à primeiraNoite do tempo, que será infinita.O grande rio de Heráclito o EscuroSeu irrevogável curso não há empreendido,Que do passado…
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Jorge Luis Borges – O Suicida

Não ficará na noite uma estrela.Não ficará a noite.Morrerei e comigo a sumaDo intolerável universo.Apagarei as pirâmides, as medalhas,Os continentes e as caras.Apagarei a acumulação do passado. Farei pó a história, pó o pó.Estou olhando o último poente.Ouço o último pássaro.Lego o nada a ninguém. Trad.: Antonio Cícero REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 24/02/2016
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Marisa Martinez Pérsico – Curriculum Vitae Resumido

“Curriculum vitae reduzido”, um poema de Marisa Martinez Pérsico que explora as perguntas rotineiras e as respostas que moldamos ao longo da vida, até revelar o mistério essencial que realmente desnuda a alma.
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José Infante – Esquecimento ou desmemoria?

“Esquecimento ou desmemoria?”, um poema de José Infante sobre a perda devastadora da memória, o impacto emocional do Alzheimer, e a luta entre lembrar e esquecer, explorando a dor da desorientação e a busca desesperada por identidades perdidas.
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Mariana Spada – Bratislava

“Bratislava”, um poema de Mariana Spada em que uma jornada de trem se transforma em uma meditação íntima sobre o tempo e a transitoriedade, revelando a beleza efêmera do presente e os emaranhados do passado.
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Jorge Luis Borges – Remorso por qualquer morte

Livre da memória e da esperança,Ilimitado, abstrato, quase futuro,O morto não é um morto: é a morte.Como o Deus dos místicos,A quem se devem negar todos os predicados,O morto, onipresentemente alheio,Não é senão a perdição e a ausência do mundo.Tudo lhe roubamos,Não lhe deixamos nem uma cor, nem uma sílaba:Aqui está o pátio que seus…
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Ida Vitale – Peixe na água

“Peixe na água”, um poema de Ida Vitale em que a imagem simples de um peixe ganha dimensões infinitas, convidando-nos a explorar um universo de profundidade filosófica, onde o eu e o mundo se espelham em camadas de sentido e mistério.
