Categoria: Josep M. Rodríguez
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Josep M. Rodríguez – Equação

De pé neste penhasco, aceito a mentira da paisagem. Tudo é inacessível: o orvalho – que é suor vegetal – e o comboio que passa. Uma cegonha voa a preto e branco. Tem o seu ninho no cimo da igreja que fica junto ao cemitério. Estranho paradoxo, a pedra testemunha a fugacidade, a carne é…
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Josep M. Rodríguez – matéria e forma

Como expressar dor na dor ao saber da morte de uma amiga. Não sei o que fazer. Do mesmo modo que a água é anterior ao rio e a matéria antecede a luz, mas é a luz que lhe confere forma, assim se cala a dor dentro de mim até que há algo lá fora…
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Josep M. Rodríguez – Talvez Amor

“Talvez Amor”, um poema de Josep M. Rodríguez que encontra, na banalidade chuvosa da cidade, a possibilidade secreta de encontros que podem transformar-se em amizade, amor ou resistência à dor.
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Josep M. Rodríguez – Equação

De pé neste penhasco, aceito a mentira da paisagem. Tudo é inacessível: o orvalho – que é suor vegetal – e o comboio que passa. Uma cegonha voa a preto e branco. Tem o seu ninho no cimo da igreja que fica junto ao cemitério. Estranho paradoxo, a pedra testemunha a fugacidade, a carne é…
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Josep M. Rodríguez – Primeira Visita ao Zoológico

Tinha doze anos e a minha mãe me presenteava com um mundo só para mim: – Se a tristeza fosse um animal? – Se a tristeza fosse um animal… seria um besouro. E dizia-lhe então que havia dias em que esse besouro fabricava uma bola muito grande na minha garganta. Os olhos da minha mãe…