Categoria: Daniel Filipe
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Daniel Filipe – Réquiem para um defunto vulgar

Antoninho morreu. Seu corpo resignadoé como um rio incolor, regressando à nascentenum silêncio de espanto e mistério revelado.Está ali – estando ausente. Jaz de corpo inteiro e fato preto.Ele, da cabeça aos pés,trivial e completo,estátua de proa e moço de convés. Jaz como se dormisse (pelo menosé o que dizem as velhas carpideiras).Jaz imóvel, sem…
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Daniel Filipe – A invenção do amor

“A invenção do amor”, um poema de Daniel Filipe que transforma o gesto íntimo de amar em ato subversivo, expondo a violência dos sistemas que temem a liberdade mais simples: dois seres que se escolhem.