Nelson Santander – [secos são os homens sem sonhos]

"secos são os homens sem sonhos", um poema de Nelson Santander secos são os homens sem sonhos desertos rios de margens estreitas trilham apenas os caminhos que a terra dita

Eugénio de Andrade – Elegia

Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frutos e dos animais. Maio trouxe cravos como outrora, cravos morenos, como tu dizias, mas cada hora passa e não se demora na tristeza das nossas alegrias. Ainda sabemos cantar, só a nossa voz é que … Continue lendo Eugénio de Andrade – Elegia

Ferreira Gullar – Poema sujo

"Poema sujo", de Ferreira Gullar turvo turvo a turva mão do sopro contra o muro escuro menos menos menos que escuro menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo escuro mais que escuro:

Alberto Pucheu – Poema para a catástrofe do nosso tempo

"Poema para a catástrofe do nosso tempo", um poema de Alberto Pucheu Amanhã não será um dia melhor do que hoje, que não é um dia melhor do que ontem. (...)

Ruy Belo – Através da chuva e da névoa

Chovia e vi-te entrar no mar longe de aqui há muito tempo já ó meu amor o teu olhar o meu olhar o teu amor Mais tarde olhei-te e nem te conhecia Agora aqui relembro e pergunto: Qual é a realidade de tudo isto? Afinal onde é que as coisas continuam e como continuam se … Continue lendo Ruy Belo – Através da chuva e da névoa

João Luís Barreto Guimarães – Um Quarto de Hotel em Madrid

Não se chega a pertencer nunca a um quarto de hotel. Não se lhe ganha afecto (não é nosso por inteiro) se é certo que amanhã outro dono estará emoldurado ao espelho. Não se chega a confiar nele (não se lhe lega segredos) sequer a palavra impudica expurgada da pele pela toalha de banho. Não … Continue lendo João Luís Barreto Guimarães – Um Quarto de Hotel em Madrid