Goethe – Aos leitores amigos

Poetas não podem calar-se, Querem às turbas mostrar-se. Há-de haver louvores, censuras! Quem vai confessar-se em prosa? Mas abrimo-nos sub rosa No calmo bosque das Musas. Quanto errei, quanto vivi, Quanto aspirei e sofri, Só flores num ramo – aí estão; E a velhice e a juventude, E o erro e a virtude Ficam bem … Continue lendo Goethe – Aos leitores amigos

Goethe – Pensamentos Noturnos

Tão belas na rútila luz soberana, Guia do navegante aflito, sem norte (E sem recompensa, divina ou humana), – Tenho dó de vocês, estrelas sem sorte, Sem jamais amar e sem saber do amor! Tangendo, incansáveis, as horas eternas Na ronda do tempo das vastas esferas, Vocês vão cumprindo percursos sem conta. Mas eu, se … Continue lendo Goethe – Pensamentos Noturnos