Tag: Giuseppe Ungaretti
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Giuseppe Ungaretti – In Memoriam

Locvizza, 30 de setembro de 1916 Chamava-seMoammed Sceab Descendentede emires de nômadessuicidaporque não tinha maisPátria Amou a Françae mudou de nome Foi Marcelmas não era francêse já não sabiaviverna tenda dos seusonde se escuta a cantilenado Alcorãosaboreando um café E não sabiadesataro cantodo seu abandono Acompanhei-ojunto com a dona da pensãoonde vivíamosem Parisdo número 5…
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Giuseppe Ungaretti – Vigília

Cima Quatro, 23 de Dezembro de 1915 Toda uma noite em clarocaído ao ladode um companheiromassacradocom sua bocaarreganhadaexposta à lua cheiacom o hematomade suas mãoscravadoem meu silêncioescrevicartas cheias de amorNão tinha nunca estadotãoaferrado à vida Trad.: Nelson Ascher REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 22/12/2017 Veglia Cimma Quattro il 23 dicembre 1915 Un’intera nottatabuttato…
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Giuseppe Ungaretti – Céu Claro

Bosque de Courton, julho de 1918 Depois de tantanévoaumaa umase desvelamas estrelas Respiroo frescorque me deixaa cor do céu Me reconheçoimagempassageira Presa de um cicloimortal Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 15/09/2017 Sereno Bosco di Courton Iuglio 1918 Dopo tantanebbiaa unaa unasi svelanole stelle. Respiroil frescoche mi lasciail colore del…
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Giuseppe Ungaretti – De uma Estrela à Outra

Daquela estrela à outraA noite se encarceraEm turbinosa vazia desmesura, Daquela solidão de estrelaÀquela solidão de estrela Trad: Haroldo de Campos REPUBLICAÇÃO. Poema publicado no blog originalmente em 17/02/2016 Da quella stella all’altra Da quella stella all’altraSi carcera la notteIn turbinante vuota dismisura, Da quella solitudine di stellaA quella solitudine di stella.
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Giuseppe Ungaretti – Sentimento do tempo

Sentimento do tempo1931 E à luz mais própria,Deixando apenas uma sombra violácea,Sobre os cimos mais baixos,A distância aberta ao alcance,Cada batida, como usa o coração,Agora escuto,Apressa-te, tempo, a por-me sobre os lábiosTeu último beijo. Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti Giuseppe Ungaretti – Sentimento del tempo1931 E per la luce giusta,Cadendo solo un ombra violaSopra il…
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Giuseppe Ungaretti – Céu claro

Bosque de Courton, julho de 1918 Depois de tanta névoa uma a uma se desvelam as estrelas Respiro o frescor que me deixa a cor do céu Me reconheço imagem passageira Presa de um ciclo imortal Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti Giuseppe Ungaretti – Sereno Bosco di Courton luglio 1918 Dopo tanta nebbia a una a…
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Giuseppe Ungaretti – Sou uma criatura

Valloncello di Cima Quattro, 5 de agosto de 1916 Como esta pedra de S. Michele tão fria tão dura tão seca tão indiferente tão completamente sem ânimo Como esta pedra é meu pranto que não se vê A morte se expia vivendo Trad.: Geraldo Holanda Cavalcanti Giuseppe Ungaretti – Sono una creatura Valloncello di Cima…
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Giuseppe Ungaretti – Silêncio

Mariano, 27 de junho de 1916 Conheço uma cidade que cada dia se enche de sol e tudo é arrebatado nessa hora Dela parti uma tarde No coração perdurava o limar das cigarras Do navio laqueado de branco vi minha cidade sumir deixando por um instante no ar toldado um abraço de luzes suspensas Trad.:…
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Giuseppe Ungaretti – In Memoriam

Locvizza, 30 de setembro de 1916 Chamava-seMoammed Sceab Descendentede emires de nômadessuicidaporque não tinha maisPátria Amou a Françae mudou de nome Foi Marcelmas não era francêse já não sabiaviverna tenda dos seusonde se escuta a cantilenado Alcorãosaboreando um café E não sabiadesataro cantodo seu abandono Acompanhei-ojunto com a dona da pensãoonde vivíamosem Parisdo número 5…
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Giuseppe Ungaretti – Vaidade

De repente se eleva sobre os escombros a límpida maravilha da imensidão. E o homem curvado sobre a água surpreendida pelo sol se descobre uma sombra Embalada pouco a pouco desfeita Trad : Geraldo Holanda Cavalcanti Vanità D’improvviso è alto sulle macerie il limpido stupore dell’immensità E l’uomo curvato sull’acqua sorpresa dal sole si rinviene…