Mary Oliver – O véu

Há momentos em que o véu parecequase se levantar, e compreendemos o quea terra significa para nós — asárvores em sua docilidade, as colinas emsua paciência, as flores e asvideiras em sua selvagem, doce vitalidade.A Palavra, então, está em nós, e o Livro, posto de lado. Trad.: Nelson Santander Conheça outros livros de Mary Oliver … Continue lendo Mary Oliver – O véu

Mary Oliver – Canção dos construtores

Em uma manhã de verãosentei-meem uma encostapara pensar em Deus— um nobre passatempo.Perto de mim, vium grilo solitário;estava movendo os grãos da encosta de um lado para o outro.Quão grande era sua energia,quão humilde o seu esforço.Esperemos que seja sempre assim,cada um de nós avançandopor nossos inexplicáveis caminhosconstruindo o universo. Trad.: Nelson Santander Conheça outros … Continue lendo Mary Oliver – Canção dos construtores

Mary Oliver – Quando estou entre as árvores

Quando estou entre as árvores,especialmente entre os salgueiros e os espinheiros-da-virgínia,mas também entre as faias, os carvalhos e os pinheiros,elas emitem tantos sinais de alegria.Eu quase diria que elas me salvam, e diariamente.Estou tão distante de minhas expectativas sobre mim mesma,nas quais eu reúno bondade, e discernimento,e nunca me apresso no mundo,mas caminho lentamente, e … Continue lendo Mary Oliver – Quando estou entre as árvores

Mary Oliver – Os usos da tristeza

(enquanto dormia, sonhei este poema) Alguém que amei uma vez me deuuma caixa cheia de escuridão. Levei anos para entenderque isto, também, foi uma dádiva. Trad.: Nelson Santander The uses of sorrow (In my sleep I dreamed this poem) Someone I loved once gave mea box full of darkness. It took me years to understandthat … Continue lendo Mary Oliver – Os usos da tristeza

Mary Oliver – Nenhuma viagem

Eu acordo mais cedo, agora que os pássaros chegaram E cantam nas árvores inabaláveis. Em um catre junto a uma janela aberta Eu me estendo como campo consumido, enquanto desabrocha a primavera. Agora, de todos os viajantes de que me lembro, quem dentre eles Não embarcou com pesar em seus mapas? — Até parece que … Continue lendo Mary Oliver – Nenhuma viagem

Mary Oliver – O dia de verão

Quem fez o mundo?Quem fez o cisne e o urso-negro?Quem fez o gafanhoto?Este gafanhoto, quero dizer -o que se lançou da grama,o que agora come açúcar na minha mão,o que move suas mandíbulas para frente e para trás ao invés de para cima e para baixo -o que olha ao redor com seus enormes e … Continue lendo Mary Oliver – O dia de verão

Mary Oliver – Quando a morte chegar

Quando a morte chegarcomo um urso faminto no outono;Quando a morte chegar e tirar da carteira todas as moedas brilhantes para me comprar, e em seguida lacra-la;quando a morte chegarcomo um sarampo-varicela quando a morte chegarcomo um iceberg entre as omoplatas, quero atravessar o portal cheia de curiosidade, me perguntando:como será essa cabana das trevas? … Continue lendo Mary Oliver – Quando a morte chegar

Mary Oliver – A jornada

Um dia você finalmente soube o que tinha que fazer, e começou, embora as vozes à sua volta continuassem berrando seus maus conselhos - embora a casa toda começasse a tremer e você sentisse o velho puxão nos seus calcanhares. "Remende minha vida!" cada voz clamou. Mas você não parou. Você sabia o que tinha … Continue lendo Mary Oliver – A jornada

Mary Oliver – Gansos selvagens

Você não tem que ser bom.Você não precisa atravessar o deserto de joelhos,por cem milhas, penitenciando-se.Você só tem que deixar o animal macio do seu corpoamar o que ele ama.Fale-me sobre o desespero, o seu, e eu lhe direi o meu.Enquanto isso, o mundo continua.Enquanto isso, o sol e os translúcidos seixos da chuvamovem-se por … Continue lendo Mary Oliver – Gansos selvagens