Categoria: Pierre de Ronsard
-
Pierre de Ronsard – Ossos, nada mais tenho

Ossos, nada mais tenho, esqueleto pareço,Sem músculos, polpa e nervo, descarnado,Da morte chega a mim o impiedoso chamado,E se ouso olhar meus braços, de medo estremeço. Apolo e o filho seu, mestres de grande apreçoNão podem me curar, por eles fui burlado;Adeus, amável Sol, tenho o olhar turvado.Meu corpo já descamba onde não há regresso.…
-
Pierre de Ronsard – Quando fores bem velha…

Quando fores bem velha, à noite junto à vela,Sentada ao pé do fogo, enovelando e fiando,Dirás, cantando os versos meus e te enlevando:“Ronsard me celebrava ao tempo em que era bela”.Então nem haverá, ouvindo o recital,Serva, ao fim do trabalho e semi-sonolenta,Que, com som do meu nome, não desperte atentaA saudar o teu nome em…
-
Pierre de Ronsard – Quando fores bem velha…

Quando fores bem velha, à noite junto à vela, Sentada ao pé do fogo, enovelando e fiando, Dirás, cantando os versos meus e te enlevando: “Ronsard me celebrava ao tempo em que era bela”. Então nem haverá, ouvindo o recital, Serva, ao fim do trabalho e semi-sonolenta, Que, com som do meu nome, não desperte…