Categoria: Antonio Cicero
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Antonio Cicero – Cidade

“Cidade”, um poema de Antonio Cicero que revisita a cidade sonhada da juventude como metáfora do futuro imaginado, refletindo sobre memória, expectativa e a forma como o tempo transforma e obscurece aquilo que um dia parecia promessa absoluta.
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Adriana Calcanhotto e Antonio Cicero – Inverno

No dia em que fui mais felizEu vi um aviãoSe espelhar no seu olhar até sumirDe lá pra cá não seiCaminho ao longo do canalFaço longas cartas pra ninguémE o inverno no Leblon é quase glacialHá algo que jamais se esclareceu:Onde foi exatamente que largueiNaquele dia mesmoO leão que sempre cavalguei?Lá mesmo esqueciQue o destinoSempre…
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Antonio Cícero – O Fim da Vida

Conheci da humana lida a sorte: o único fim da vida é a morte e não há, depois da morte, mais nada. Eis o que torna esta vida sagrada: ela é tudo e o resto, nada. Antonio Cícero 1946 🌟 2024
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Antonio Cicero – Nihil

nada sustenta no nada esta terranada este ser que sou eunada a beleza que o dia descerranada a que a noite acendeunada esse sol que ilumina enquanto errapelas estradas do breunada o poema que breve se encerrae que do nada nasceu REPUBLICAÇÃO. Poema originalmente publicado no blog em 24/02/2016
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Antonio Cicero – O livro de sombras de Luciano Figueiredo

O livro de sombras de Luciano Figueiredo 1 Para onde vou, de onde vim? Não sei se me acho ou me extravio. Ariadne não fia o seu fio à frente, mas sim atrás de mim. Não será a saída um desvio e o caminho o verdadeiro fim ? 2 Não é hora de regressos Não…
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Antonio Cicero – Prólogo

Por onde começar? Pelo começo absoluto, pelo rio Oceano, já que ele é, segundo o poeta cego em cujo canto a terra e o céu escampo e o que é e será e não é mais e longe e perto se abrem para mim, pai das coisas divinas e mortais, seu líquido princípio, fluxo e…
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Antonio Cicero – Cidade

Para Arthur Nestrovsky Lembro que o futuro era uma cidade nebulosa da qual eu esperava tudo e que, sendo uma cidade, nada esperava de ninguém. Ah, cidade sonhada de avenidas macadâmicas, turbas febris e prédios de granito: o que era que eu perdera e que, perdido e em cacos, buscava nas tuas áridas calçadas e…
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Antonio Cicero – Virgem
Música: Marina Lima As coisas não precisam de você:Quem disse que eu tinha que precisar?As luzes brilham no VidigalE não precisam de você;Os Dois IrmãosTambém não.O Hotel Marina quando acendeNão é por nós doisNem lembra o nosso amor.Os inocentes do Leblon,Esses nem sabem de vocêNem vão querer saberE o farol da Ilha só gira agoraPor…
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Adriana Calcanhotto e Antonio Cicero – Inverno

No dia em que fui mais feliz Eu vi um avião Se espelhar no seu olhar até sumir De lá pra cá não sei Caminho ao longo do canal Faço longas cartas pra ninguém E o inverno no Leblon é quase glacial Há algo que jamais se esclareceu: Onde foi exatamente que larguei Naquele…