Categoria: Ana Goês
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Ana Goês – Convida-me só para jantar

“Convida-me só para jantar”, um poema de Ana Goês, transforma um gesto cotidiano de cuidado numa delicada ética da intimidade. Entre sopa quente, vinho servido devagar e conversa sem exigências, o eu lírico pede apenas presença, gentileza e tempo, revelando como a ternura pode nascer justamente da recusa da pressa e da pressão.
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Ana Goês – Convida-me só para jantar

E não queiras depois fazer amor. Convida-me só para jantar num restaurante sossegado numa mesa de canto e fala devagar e fala devagar eu quero comer uma sopa quente não quero comer mariscos os mariscos atravancam-me o prato e estou cansada para os afastar fala assim devagar devagar não é preciso dizeres que sou bonita…