Emmanuel Santiago – Lembro-me das Madrugadas

Lembro-me das madrugadas de Minas, quando o frio era vidro moído na carne e, lívido, o orvalho lustrava o gume das estrelas, que luziam no brilho sombrio do céu noturno (negro veludo). Através da neblina, em dança imóvel e milenar, tremulava o vulto oblíquo das montanhas. E aquilo era tudo que eu sabia do horizonte … Continue lendo Emmanuel Santiago – Lembro-me das Madrugadas