Robinson Jeffers – Carmel Point

Robinson Jeffers – Carmel Point

A extraordinária paciência das coisas!
Este belo lugar desfigurado por uma safra de casas suburbanas —
Quão belo quando o contemplamos pela primeira vez,
Campo intacto de papoulas e tremoceiros, murado por límpidas falésias;
Nenhuma intrusão, salvo dois ou três cavalos pastando,
Ou algumas vacas leiteiras esfregando os flancos nos afloramentos rochosos —
Então chega o depredador: e o lugar, se importa?
Nem um pouco, pois ele tem todo o tempo. Sabe que as pessoas são uma maré
Que sobe, e com o tempo, reflui, e todas as
Suas obras se dissolvem. Enquanto isso, a imagem da beleza intocada
Vive no próprio grão do granito.
Segura como o oceano sem fim que escala nossas falésias. — Quanto a nós:
Devemos descentrar nossas mentes de nós mesmos;
Devemos desumanizar um pouco nossa visão e tornar-nos confiantes
Como a rocha e o oceano dos quais fomos feitos.

Trad.: Nelson Santander

Carmel Point

The extraordinary patience of things!
This beautiful place defaced with a crop of suburban houses —
How beautiful when we first beheld it,
Unbroken field of poppy and lupin walled with clean cliffs;
No intrusion but two or three horses pasturing,
Or a few milch cows rubbing their flanks on the outcrop rock-heads —
Now the spoiler has come: does it care?
Not faintly. It has all time. It knows the people are a tide
That swells and in time will ebb, and all
Their works dissolve. Meanwhile the image of the pristine beauty
Lives in the very grain of the granite.
Safe as the endless ocean that climbs our cliff. — As for us:
We must uncenter our minds from ourselves;
We must unhumanize our views a little, and become confident
As the rock and ocean that we were made from.

Visualizações: 10

Receba novos poemas no seu e-mail

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Uma resposta para “Robinson Jeffers – Carmel Point”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *