Categoria: Maria do Rosário Pedreira
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Maria do Rosário Pedreira – [Quem se afasta do mundo deixa a quem fica]
![Maria do Rosário Pedreira – [Quem se afasta do mundo deixa a quem fica]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2024/08/488751581.jpeg)
[Quem se afasta do mundo deixa a quem fica], um poema de Maria do Rosário Pedreira sobre a dor silenciosa da perda e as lembranças que persistem nos objetos e na rotina diária.
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Maria do Rosário Pedreira – ouvidos

“Ouvidos”, de Maria do Rosário Pedreira: uma emotiva reflexão sobre a solidão e a saudade.
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Maria do Rosário Pedreira – Onde quer que o encontres

Onde quer que o encontres –escrito, rasgado ou desenhado:na areia, no papel, na casca deuma árvore, na pele de um muro,no ar que atravessar de repentea tua voz, na terra apodrecidasobre o meu corpo – é teu, para sempre, o meu nome. REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 10/07/2019 Mais do que uma leitura,…
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Maria do Rosário Pedreira – À avó

Ficou vazio o teu lugar à mesa. Alguém veio dizer-nosque não regressarias, que ninguém regressa de tão longe.E, desde então, as nossas feridas têm a espessurado teu silêncio, as visitas são desejadas apenasa outras mesas. Sob a tua cadeira, o tapetecontinua engelhado, como à tua ida.Provavelmente ficará assim para sempre. No outro Natal, quando a…
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Maria do Rosário Pedreira – [Se alguém me perguntar, hei-de dizer que sim, que foi]
![Maria do Rosário Pedreira – [Se alguém me perguntar, hei-de dizer que sim, que foi]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2023/02/fire_flames-wallpaper-1920x1080-1.jpg)
Se alguém me perguntar, hei-de dizer que sim, que foiverdade — que não amei ninguém depois de ti nemo meu corpo procurou nunca mais outro incêndioque não fosse a memória de um instante juntodo teu corpo; e que deixei de ler quando partistepor não suportar as palavras maiores longe da tua boca;e que tranquei os…
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Maria do Rosário Pedreira – retina

retina Eu, que nunca pensei deixar de serfilha, faço agora de mãe da minha mãeaos domingos: sou a sua muleta nos longos corredores da casa antiga echego-lhe mantas aos joelhos porqueos velhos tremem em vida com o frioda morte. Para fugir às coisas que a entristecem, pergunto-lhe por gentedo passado, pois sei que o que…
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Maria do Rosário Pedreira – Onde quer que o encontres

Onde quer que o encontres – escrito, rasgado ou desenhado: na areia, no papel, na casca de uma árvore, na pele de um muro, no ar que atravessar de repente a tua voz, na terra apodrecida sobre o meu corpo – é teu, para sempre, o meu nome.
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Maria do Rosário Pedreira – À avó

Ficou vazio o teu lugar à mesa. Alguém veio dizer-nosque não regressarias, que ninguém regressa de tão longe.E, desde então, as nossas feridas têm a espessurado teu silêncio, as visitas são desejadas apenasa outras mesas. Sob a tua cadeira, o tapetecontinua engelhado, como à tua ida.Provavelmente ficará assim para sempre. No outro Natal, quando a…
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Maria do Rosário Pedreira – Ondas

Dei-te o meu corpo como quem estende um mapa antes de viagem, para que nele descobrisses ilhas e paraísos e aí pousasses os dedos devagar, como fazem as aves quando encontram o verão. Se me tivesses tocado, ter-me-ia desmanchado nos teus braços como uma escarpa pronta a desabar, ou uma cidade do litoral a definhar…
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Maria do Rosário Pedreira – O Último Abraço

Este foi o nosso último abraço. E quando, daqui a nada, deixares o chão desta casa encostarei amorosamente os lábios ao teu copo para sentir o sabor desse beijo que hoje não daremos. E então, sim, poderei também eu partir, sabendo que, afinal, o que tive da vida foi mais, muito mais, do que mereci.