Categoria: Jane Kenyon
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Jane Kenyon – Queda

“Queda”, um poema de Jane Kenyon que reúne acontecimentos naturais, corporais e históricos numa mesma corrente de transformação inevitável.
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Jane Kenyon – Talvez seja assim

“Talvez Seja Assim”, um poema de Jane Kenyon sobre a velocidade com que a vida se afasta de nós — e o instante suspenso em que percebemos que já passamos por tudo sem ter tocado em nada.
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Jane Kenyon – O pretendente

Repousamos de costas um para o outro. As cortinassobem e descem,como o peito de alguém dormindo.Os ventos movem as folhas do bordo;elas expõem seus lados iluminados,girando todas de uma vezcomo um cardume de peixes.Subitamente, compreendo que estou feliz.Por meses esse sentimentotem-se aproximado, parandopara curtas visitas, como um tímido pretendente. Trad.: Nelson Santander The Suitor We…
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Jane Kenyon – Desmontando a árvore

“Deem-me um pouco de luz!” grita o tiode Hamlet em meio ao assassinatode Gonzaga. “Luz! Luz!” choram as cortesãsem dispersão. Aqui, como na Dinamarca,é escuro às quatro, e até a lua brilha apenas com a metade de um coração. Os enfeites vão para a caixa:o spaniel prateado – com Meu amorna coleira – da infância…
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Jane Kenyon – A pera

Há um momento na meia-idadeem que você fica entediado, irritadopor sua mente mediana, com medo. Nesse dia, o solarde quente e brilhante,deixando-o ainda mais desolado. Isso acontece sutilmente, como quando uma peraapodrece de dentro para fora,e talvez você nem percebaaté tudo já tenha passado do ponto. Trad.: Nelson Santander The Pear There is a moment…
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Donald Hall – Últimos dias

“Era razoávelesperar.” Assim ele escreveu. No dia seguinte,em um consultório,a hematologista de Jane, Letha Mills, sentou-se,tensa, sua secretáriaem pé, de costas para a porta.“Trago péssimas notícias,”disse Letha. “A leucemia voltou.Não há nada a fazer.”Os quatro choramos. Ele perguntou há quanto tempo,por que isso aconteceu agora?Jane perguntou apenas: “Posso morrer em casa?” Em casa, naquela tarde,eles…
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Jane Kenyon – Discutindo com a melancolia

“Discutindo a melancolia”, um poema de Jane Kenyon sobre a depressão 1 DO BERÇÁRIO Quando eu nasci, você esperava atrás de uma pilha de lençóis no berçário e, quando ficamos a sós, você se deitou sobre mim, espremendo a bile da desolação em cada poro.
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Jane Kenyon – A tigela azul

Como primitivos, enterramos o gato com seu prato. Com as mãos nuas raspamos areia e cascalho de volta para o buraco. Caíram com um silvo e um baque ao lado dele, em seu longo pelo vermelho, o branco pelame entre seus dedos, e seu longo, para não dizer aquilino, nariz. Nós nos levantamos e nos…
