Donizete Galvão – Não sabe

O amor que não sabe morrerpersiste no olhar do cãoabandonado que,ao menor gesto,abana o rabona espera do afago.Está no vaso de plantaesquecido no sobradosem moradores. O amor que não sabe morrernão pretende tocar o céu.Quer ficar aqui mesmo –pedestre, incauto e reles.Não ouve a ladainha dos mortos.Nem quer a extrema-unção.