Tag: Nelson Ascher
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William Butler Yeats – “No Second Troy” em duas traduções (+ revisão do poema)

“No Second Troy”, um poema de William Butler Yeats que reflete sobre uma figura feminina de beleza intensa e perturbadora, associando-a a forças de destruição e paixão, e sugerindo que sua natureza extraordinária não poderia senão gerar conflito em um mundo incapaz de contê-la.
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Goethe – Canção Noturna do Andarilho

“Canção Noturna do Andarilho”, um poema de Goethe que sussurra a serenidade suprema onde o silêncio da natureza antecipa o descanso final e definitivo.
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Ernest Dowson – Vitae Summa Brevis Spem Nos Vetat Incohare Longan

Vitae Summa Brevis Spem nos Vetat Incohare Longam A brevidade da vida impede que possamos acalentar longas esperanças – Horácio A alegria, o desejo, o pranto, o amorE a raiva duram pouco.Nada disso, que eu saiba, há de transporO umbral conosco. Poucos dias de rosas e de vinho:Surge num vago sonhoE logo se desfaz nosso…
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Janus Vitalis – Sobre Roma

Recém-chegado que, buscando Roma em Roma,não encontras, em Roma, Roma alguma,olha ao redor, muro e mais muro, pedras rotas,ruínas, que assustam, de um teatro imenso:é Roma isto que vês – cidade tão soberba,que ainda exala ameaças seu cadáver.Vencido o mundo, quis vencer-se e, se vencendo,para que nada mais seguisse invicto,jaz, na vencida Roma, Roma, a…
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Philip Larkin – Este Seja o Poema

Teu pai e mãe fodem contigo.Que não o queiram, tanto faz.Passam-te cada podre antigo,além de uns novos, especiais. Mas de cartola e fraque, outrora,fodera-os já do mesmo modo,gente ora austero-piegas, orase engalfinhando cega de ódio. Miséria é o que legamos: fossasnum mar que só fica mais fundo.Dá o fora, pois, tão logo possassem pôr nenhum…
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Horácio – Ode 1/11

Não busques (é tabu!) saber que fim, Leucónoe,os deuses nos reservam. Põe de lado o horoscopoda babilônia e aceita: o que há de ser, será,quer nos dê Jove mais invernos, quer só esteque em rochas quebra o mar Tirreno. Vive, bebeteu vinho e talha, ao curto prazo, anseios longos.Enquanto eu falo, o tempo evade-se invejoso.Apanha…
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John Ashbery – Medo da morte

“Medo da Morte”, um poema de John Ashbery que entrelaça música, tempo e solidão para sondar os limites da existência, enquanto um vento passageiro sugere tanto a liberdade quanto a finitude.
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Attila József – Dói demais

A morte atentade dentro e fora te afugenta(ratinho oculto com receio) e, enquanto arderes,vais procurar junto às mulheresrefúgio em braço, joelho e seio. Mais que o calordo colo afável, mais que o ardor,precisar muito é que te apressa; assim, quem querque possa abraça uma mulheraté que a boca empalideça. Fardo supremoé ter que amar, mas…
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Giuseppe Ungaretti – Vigília

“Vigília”, um poema de Giuseppe Ungaretti que transforma a noite ao lado do cadáver de um companheiro em revelação extrema: diante da morte brutal, o apego à vida torna-se absoluto.
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W. H. Auden – Blues Fúnebre (em duas traduções de Nelson Ascher)

BLUES FÚNEBRE – 1ª Tradução Que parem os relógios, cale o telefone,jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,que emudeça o piano e que o tambor sancionea vinda do caixão com seu cortejo atrás. Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.Que as pombas guardem luto —…