Nelson Santander – [secos são os homens sem sonhos]

"secos são os homens sem sonhos", um poema de Nelson Santander secos são os homens sem sonhos desertos rios de margens estreitas trilham apenas os caminhos que a terra dita

Óscar Hahn – Abalo sísmico

"Abalo Sísmico", um poema de Óscar Hahn Tive uma vez um grande amor que derrubou minha casa trincou minhas pontes e me fez perder o equilíbrio. Depois, vieram as réplicas:

Antonio Pérez Morte – Para Berta

"Para Berta", um poema de Antonio Pérez Morte Para restabelecer a infância, uma bola de gude. Para a adolescência um beijo, um verso, uma esperança.

Joshua Jennifer Espinoza – Isto é o que faz de nós Mundos

Como a luz, masao contrário, nós ondulamos. Dobramos a esquinae fazemos desapareceras colinas. Você rearranja meus pedaços até nãodoer mais. Fim do medo noturnoentranhado na pele. Fim da morte inocente. Meus cabelos perdem seus átomos.Meu corpo brilhano escuro. Planetas são esmagadosno esquecimento,despojados do seu poderde nomear as coisas. Nosso amor ocupa o ar. Nosso amor … Continue lendo Joshua Jennifer Espinoza – Isto é o que faz de nós Mundos

Jane Kenyon – Discutindo a melancolia

"Discutindo a melancolia", um poema de Jane Kenyon sobre a depressão 1 DO BERÇÁRIO Quando eu nasci, você esperava atrás de uma pilha de lençóis no berçário e, quando ficamos a sós, você se deitou sobre mim, espremendo a bile da desolação em cada poro.

Louise Glück – Uma fantasia

Vou lhe dizer uma coisa: todos os diaspessoas morrem. E isso é só o começo.Todos os dias, nas funerárias, nascem novas viúvas,novos órfãos. Eles se sentam com as mãos cruzadas,tentando decidir sobre esta nova vida. Depois eles estão no cemitério, alguns delespela primeira vez. Eles têm medo de chorar,às vezes de não chorar. Alguém se … Continue lendo Louise Glück – Uma fantasia

Eugénio de Andrade – Elegia

Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frutos e dos animais. Maio trouxe cravos como outrora, cravos morenos, como tu dizias, mas cada hora passa e não se demora na tristeza das nossas alegrias. Ainda sabemos cantar, só a nossa voz é que … Continue lendo Eugénio de Andrade – Elegia

Robinson Jeffers – A canção da quietude

Bebe, bebe profundamente da quietude,     E às margens do mar-imensidãoEsquece de tua aflição, amiúde,     E de todas as misérias que virão.Mais calmo e frio do que a neblina,Que se desdobra e se inclinaSobre o vale escuro, e se rebobina,     Aprende a ser.   O Passado — foi um sonho ardente,     Um … Continue lendo Robinson Jeffers – A canção da quietude