Categoria: Poema
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Kim Addonizio – A porta azul

“A Porta Azul”, um poema de Kim Addonizio em que o tempo se dobra no instante antes da perda, e o amor, já irremediável, ainda se oferece à boca como sal.
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Philip Larkin – As Árvores

As árvores se põem a enfolharComo algo quase expresso. Seus brotos,Tenros, estão se estendendo, soltos;Seu verde é uma espécie de pesar. Renascem, ou é a gente que vem aEnvelhecer? Não, morrem, por certo.O truque anual de um novo aspectoEstá inscrito nos anéis da lenha. E cada castelo móvel, no mêsDe maio, em fronde espessa, pareceDizer:…
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Jane Kenyon – Talvez seja assim

“Talvez Seja Assim”, um poema de Jane Kenyon sobre a velocidade com que a vida se afasta de nós — e o instante suspenso em que percebemos que já passamos por tudo sem ter tocado em nada.
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Amor: 11 poemas sobre corpo, perda e permanência

Uma coletânea comentada de poemas de amor que vão além do romance: corpo, perda, desejo, doença e permanência em grandes vozes da poesia contemporânea.
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Louise Glück – Madrugada

“Madrugada”, um poema de Louise Glück que sussurra o cansaço das palavras entre dois corpos distantes, onde o amor se dissolve em tarefas e o silêncio — mais que a dor — passa a responder.
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Faith Shearin – Desastres Naturais

“Desastres Naturais”, um poema de Faith Shearin que revela, sob o ruído do caos, a súbita e silenciosa trégua entre forças contrárias — como se, diante da fragilidade última, até a natureza se recordasse da ternura.
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Manuel Bandeira – A morte absoluta

“A Morte Absoluta”, um poema de Manuel Bandeira em que o eu lírico aspira à dissolução sem vestígios, à erradicação total do ser — não como fuga, mas como êxtase do esquecimento, apagamento do eco e transcendência do próprio nome.
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Konstantinos Kaváfis – Desejos (em 3 traduções)

DESEJOS – Trad. José Paulo Paes Belos corpos de mortos que nunca envelheceram,com lágrimas sepultos em mausoléus brilhantes,jasmim nos pés, cabeça circundada de rosas –assim são os desejos que um dia feneceramsem chegar a cumprir-se, sem conhecerem anteso prazer de uma noite ou a manhã luminosa. DESEJOS – Trad. Ísis Borges da Fonseca Como belos…
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Anna Kamieńska – Anaximandro chega à costa do exílio e funda a cidade de Sozópolis

“Anaximandro chega à costa do exílio e funda a cidade de Sozópolis”, um poema de *Anna Kamieńska* que, à beira de um mundo abandonado, revela como até o desterro pode ocultar o gesto inaugural de uma outra pátria — feita de silêncio, memória e desengano.
