Philip Larkin – Continuar a viver

Continuar a viver - isto é, repetir Um hábito concebido para se ter o indispensável - É quase sempre perder, ou sair sem.   É variável. Esta perda de interesse, cabelos, e iniciativa - Ah, se o jogo fosse poker, sim, talvez Você pudesse descartar, fazer um full house!   Mas é xadrez. E uma vez que … Continue lendo Philip Larkin – Continuar a viver

Philip Larkin – Conversar na Cama

Conversar na cama devia ser mais fácil Dois deitados juntos — é desde há muito Um símbolo de duas pessoas sendo francas. Ainda que mais e mais tempo passe em silêncio. Lá fora, a intérmina inquietação do vento Amontoa e dispersa nuvens pelo céu. E cidades escuras se empilham no horizonte. Nada disso se importa … Continue lendo Philip Larkin – Conversar na Cama

Philip Larkin – Os Velhos Tolos

Que pensam eles que aconteceu, os velhos tolos, Para os pôr assim? Porventura supõem Que é mais crescido terem a boca aberta e a babar-se E mijarem-se a toda a hora e não se recordarem De quem os visitou hoje de manhã? Ou que é só quererem E volta tudo a ser como quando dançaram … Continue lendo Philip Larkin – Os Velhos Tolos

Philip Larkin – A Igreja Indo-se…

Quando estou certo de que nada está ocorrendo, Eu entro, e se ouve um baque quando eu solto a porta. Mais uma igreja: bancos, panos, pedra, além dos Livrinhos; as juncadas secas, que se cortam Para o domingo; bronze e objetos a cobrir o Altar; um órgão impecável e pequeno; Silêncio tenso, de bolor, que … Continue lendo Philip Larkin – A Igreja Indo-se…

Philip Larkin – Por Que Sonhei Contigo a Noite Passada?

Por que sonhei contigo a noite passada? Agora a manhã empurra cabelos para trás [com uma luz grisalha Lembranças batem de volta, como tapas na cara; Apoiado no cotovelo, eu fito o branco nevoeiro Além da janela. Tantas coisas que eu pensava esquecidas Voltam agora à mente numa estranha dor: Como cartas que chegam para … Continue lendo Philip Larkin – Por Que Sonhei Contigo a Noite Passada?

Philip Larkin – Ignorância

Estranho nada saber, nunca ter a certeza Do que é verdadeiro, certo ou real, Forçado então a dizer pelo menos é o que sinto Ou Bom, é o que parece: Alguém deve saber. Estranho ignorar o modo como as coisas funcionam: A sua capacidade de encontrar o que necessitam, O seu sentido de forma, e … Continue lendo Philip Larkin – Ignorância

Philip Larkin – Aubade

De dia, trabalho; à noite, eu meio que encho a cara. Olho o negror sem som, me levantando às quatro. Em tempo, a borda da cortina vai estar clara. Até lá, vejo aquilo que está ali, de fato: A morte infatigável, um dia mais perto, Tornando inviável todo pensamento, exceto O de onde, como e … Continue lendo Philip Larkin – Aubade

Philip Larkin – Eu Comecei a Dizer

Eu comecei a dizer “Um quarto de século” Ou “trinta anos atrás” Sobre minha própria vida. Isso me deixa sem fôlego É como despencar e arremeter Acenando em largos giros Através do céu vazio. Tudo o que resta acontecer São algumas mortes (incluindo a minha). Em que ordem, e de que maneira, É o que … Continue lendo Philip Larkin – Eu Comecei a Dizer

Philip Larkin – As Árvores

As árvores se põem a enfolhar Como algo quase expresso. Seus brotos, Tenros, estão se estendendo, soltos; Seu verde é uma espécie de pesar. Renascem, ou é a gente que vem a Envelhecer? Não, morrem, por certo. O truque anual de um novo aspecto Está inscrito nos anéis da lenha. E cada castelo móvel, no … Continue lendo Philip Larkin – As Árvores