José Miguel Silva – Tudo coisas mortais para a poesia

A casa, o lume, o sono dobrado do corpo feliz, a cesta de figos, a curva do rio, a fotografia no cimo do monte, a veracidade das glicínias, o rosto da mãe, a fava no bolo, o trunfo de copas, o filme da tarde, a música nova, o rasto da chuva por entre os pinheiros, … Continue lendo José Miguel Silva – Tudo coisas mortais para a poesia

José Miguel Silva – Morangos Silvestres – Ingmar Bergman (1957)

Um ser humano é um combinado de egoísmo, sofrimento e necessidade. Não comove ninguém. Uma pedra não comove ninguém. A beleza é um acidente banal e pressupõe a morte; muitas vezes se rodeia de sandice, e se nos fala, chega a ser assustador. A inteligência, refrescante como um duche, sabe bem, no Estio; mas agora, … Continue lendo José Miguel Silva – Morangos Silvestres – Ingmar Bergman (1957)

José Miguel Silva – Desculpas não faltam

Uma casa junto ao Vouga, rio de água suficiente, onde apenas se mergulha até à cintura, a pequena horta de Virgílio, o amor robustecido por nenhuma esperança e tantos livros para ler — que desculpa vou agora dar para não ser feliz?