Categoria: Andreia C. Faria
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Andreia C. Faria – [Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada]
![Andreia C. Faria – [Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2018/07/ants-in-closeup-crawling-on-concrete-sidewalk_vwlvq6sie__f0000.png)
“Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada”, um poema de Andreia C. Faria
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Andreia C. Faria – Descarnação

Até aos trinta anos tensa cara que Deus te deu. Depoistens a cara que mereces. É uma promessade ironia, uma sentença sem recurso. É-te assim dito:estás entregue ao labor íntimodo que comes, ao número de horas que dormes,àquilo que fazes e sobretudoàquilo em que pensas. Deus(perdoa-lhe a fraqueza)tolera-nos enquanto somos jovens,ampara-nos, alisa-nosa fronte após um…
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Andreia C. Faria – “Espero o dia em que possa…”

Espero o dia em que possa deixar crescer as unhas as meias por cerzir a boca sem propósito de beijar. O dia que misture à noite uma respiração de espelhos, um registro acidental, mortificado, ou o livro que se leu na tarde até perder a luz. Que a natureza avance em mim sem esperança de…
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Andreia C. Faria – San Cibrán de Las

Ainda aos sábados os homens passeiam pelo que resta das muralhas e as mulheres procuram vestígios – os pulsos nus, a canteira e a nascente de água, a paciência necessária a quem se alimentava desse pão É também este o meu plano para a velhice: ervas de que não sei o nome, a ruína interior…
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Andreia C. Faria – As mulheres têm formas mais curiosas

As mulheres têm formas mais curiosas Se eu montasse um circo, em vez de elefantes teria Senhoras com os seus diferentes peitos coxas e rabos, todo o corpo fingimento, adereço Senhoras com os seus diferentes almoços, amantes e diferentes níveis de tonificação da alma, rivais dos tigres desdenhosos, dos leões emparedados Em vez de macacos…
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Andreia C. Faria – “Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada”

“Tenho a pedir-vos que não reutilizeis mais nada”, um poema de Andreia C. Faria
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Andreia C. Faria – Descarnação

Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu. Depois tens a cara que mereces. É uma promessa de ironia, uma sentença sem recurso. É-te assim dito: estás entregue ao labor íntimo do que comes, ao número de horas que dormes, àquilo que fazes e sobretudo àquilo em que pensas. Deus (perdoa-lhe a…