Andreia C. Faria – “Espero o dia em que possa…”

Espero o dia em que possa deixar crescer as unhas as meias por cerzir a boca sem propósito de beijar. O dia que misture à noite uma respiração de espelhos, um registro acidental, mortificado, ou o livro que se leu na tarde até perder a luz. Que a natureza avance em mim sem esperança de … Continue lendo Andreia C. Faria – “Espero o dia em que possa…”

Andreia C. Faria – San Cibrán de Las

Ainda aos sábados os homens passeiam pelo que resta das muralhas e as mulheres procuram vestígios - os pulsos nus, a canteira e a nascente de água, a paciência necessária a quem se alimentava desse pão É também este o meu plano para a velhice: ervas de que não sei o nome, a ruína interior … Continue lendo Andreia C. Faria – San Cibrán de Las

Andreia C. Faria – As mulheres têm formas mais curiosas

As mulheres têm formas mais curiosas Se eu montasse um circo, em vez de elefantes teria Senhoras com os seus diferentes peitos coxas e rabos, todo o corpo fingimento, adereço Senhoras com os seus diferentes almoços, amantes e diferentes níveis de tonificação da alma, rivais dos tigres desdenhosos, dos leões emparedados Em vez de macacos … Continue lendo Andreia C. Faria – As mulheres têm formas mais curiosas

Andreia C. Faria – Descarnação

Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu. Depois tens a cara que mereces. É uma promessa de ironia, uma sentença sem recurso. É-te assim dito: estás entregue ao labor íntimo do que comes, ao número de horas que dormes, àquilo que fazes e sobretudo àquilo em que pensas. Deus (perdoa-lhe a … Continue lendo Andreia C. Faria – Descarnação