Petrarca – Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)

O amor me assinalou com sua seta, como a neve ao sol, como a cera ao fogo, como névoa ao vento; e já estou rouco, dama, de humilhar-me, feito um pateta. De teus olhos o golpe mortal veio, contra o qual tempo e espaço nada são; Vêm de ti, e vês como diversão, o sol, … Continue lendo Petrarca – Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)

Petrarca – Soneto CCLXXII

A vida foge e não recua um passo E a morte, em grande marcha, vai em frente; As coisas do passado e do presente, Ao futuro reclamam meu espaço. A jornada que nesta vida eu traço Na espera e na lembrança inutilmente, Por pena de mim mesmo descontente Este caminho que ora fiz, desfaço. Se … Continue lendo Petrarca – Soneto CCLXXII

Petrarca – Soneto XXXII

Quanto mais perto estou do dia extremo Que o sofrimento humano torna breve, Mais vejo o tempo andar veloz e leve E o que dele esperar falaz e menos. E a mim me digo: Pouco ainda andaremos De amor falando, até que como neve Se dissolva este encargo que a alma teve, Duro e pesado, … Continue lendo Petrarca – Soneto XXXII