António Franco Alexandre – Quero dizer-te: não morras

quero dizer-te: não morras. Nem me digas quem és, quem foste, como sabes a língua que se fala sobre a terra. Ao lume lanço toda a vontade de viver, ser vivo, a cautela do ar, ardendo em torno. Passarei, terás passado em mim, só quero dizer-te: não morras nunca, agora, nunca mais.