William Carlos Williams – As Árvores de Botticelli

O alfabeto das árvores se esfuma no canto das folhas os entre- laços de finas letras que soletram inverno e o frio são iluminados em apontos de verde por chuva e sol - Os princípios simples estritos de justos ramos são tangidos por beliscões afãs de cor, devotas condições os sorrisos de amor - ……………. … Continue lendo William Carlos Williams – As Árvores de Botticelli

William Carlos Williams – O Vento Aumenta

A saqueada terra está varrida As árvores o brilho da tulipa desponta dobram-se e dançam – Desata teu amor para fluir Florir! Bom Cristo o que é um poeta – se algum existe? um homem cujas palavras irão morder sua trilha de retorno – ser atual tendo a forma. do movimento Em cada ramo-em-ponta novo … Continue lendo William Carlos Williams – O Vento Aumenta

Jaime Gil de Biedma – Recorda

Formosa vida que passou e parece não passar mais... Desde agora, aprofundo sonhos na memória: e estremece a eternidade do tempo lá no fundo. E de repente um remoinho cresce: sorve-me, arrasta-me, até que me afundo numa gruta aonde vai, precipitado, para sempre, sumindo-se, o passado. Trad.: José Bento

E. E. Cummings – “o amor é mais muito que olvido”

o amor é mais muito que olvido mais pouco que memória mais raro que onda ser aguada mais comum que dar foras é mais lunar, demente por menos nem falar que o mar todo somente mais fundo do que o mar é menos sempre que sucesso menos jamais que ao vivo menos maior que um … Continue lendo E. E. Cummings – “o amor é mais muito que olvido”

Rudyard Kipling – Se

Se és capaz de manter a tua calma quando Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa; De crer em ti quando estão todos duvidando, E para esses no entanto achar uma desculpa; Se és capaz de esperar sem te desesperares, Ou, enganado, não mentir ao mentiroso, Ou, sendo odiado, sempre … Continue lendo Rudyard Kipling – Se

William Butler Yeats – Morte

Um bicho à morte ignora ânsia e temor; contudo um homem, quando é hora, anseia e teme tudo; morreu vezes sem conta e ergueu-se redivivo. Um grande homem confronta gente homicida, altivo, escarnecendo o corte do alento. Convivera com a morte a vida inteira: o homem criou a morte. Trad.: Nelson Ascher

T. S. Eliot – Morte Pela Água

Flibas, o Fenício, há quinze dias morto, Deixou o grito das gaivotas, e a funda onda do mar         E o lucro e a perda. Uma corrente submarina Roeu seus ossos em sussurros. Como subiu caiu Varando o palco da velhice e juventude Rompendo os vagalhões.              Gentio ou Judeu Ó tu que giras o leme e miras … Continue lendo T. S. Eliot – Morte Pela Água