Paul Verlaine – Arte poética

Arte Poética      A Charles Morice Antes de tudo, a Música. Preza Portanto o Ímpar. Só cabe usar O que é mais vago e solúvel no ar, Sem nada em si que pousa ou que pesa. Pesar palavras será preciso, Mas com algum desdém pela pinça: Nada melhor do que a canção cinza Onde o Indeciso … Continue lendo Paul Verlaine – Arte poética

Paul Verlaine – Colóquio sentimental

No velho parque frio e abandonado Duas formas passaram lado a lado. Olhos sem vida já, lábios tremendo, Apenas se ouve o que elas vão dizendo. No velho parque frio e abandonado, Dois vultos evocaram o passado. – Lembras-te bem do nosso amor de outrora? – Por que é que hei de lembrar-me disso agora? … Continue lendo Paul Verlaine – Colóquio sentimental

Paul Verlaine – Chanson D’Automne (em seis traduções)

Canção do Outono (Trad.: Alphonsus de Guimaraens) Os soluços graves Dos violinos suaves Do outono Ferem a minh'alma Num langor de calma E sono. Sufocado, em ânsia, Ai! quando à distância Soa a hora, Meu peito magoado Relembra o passado E chora. Daqui, dali, pelo Vento em atropelo Seguido, Vou de porta em porta, Como … Continue lendo Paul Verlaine – Chanson D’Automne (em seis traduções)