Categoria: Poesia em Língua Italiana
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Giacomo Leopardi – Canto XXVIII – A si mesmo

“A si mesmo” (Canto XXVIII), um poema de Giacomo Leopardi, condensa uma das mais intensas reflexões do poeta sobre a condição humana. Em versos de extraordinária sobriedade, o eu lírico renuncia às ilusões da esperança e confronta a finitude, transformando o desengano em uma meditação filosófica de impressionante força lírica.
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Rocco Scotellaro – Agora que te perdi

“Agora que te perdi”, um poema de Rocco Scotellaro que transforma a ausência em vestígio, a memória em sede insaciável e o amor em pedra preciosa jamais encontrada no fundo das coisas.
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Giacomo Leopardi – O Infinito

Sempre me foi cara esta colina ermaE esta sebe, que de muitos ladosExclui a visão do último horizonte.Mas sentado, contemplando, infindáveisEspaços além dela, e sobre-humanosSilêncios, e a mais profunda calmaEu no pensar imagino; e por poucoNão se amedronta o coração. E o VentoOuvindo sussurrar entre essas plantas,Aquele infinito silêncio a esta vozVou comparando: e lembra-me…
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Eugenio Montale – A enguia

A enguia, a sereiados mares frios que deixa o Bálticopara alcançar os nossos mares,nossos estuários, os riosque sobe pelas profundezas, contra a enxurrada,de braço em braço e depoisde veio em veio, cada vez mais delgados,sempre mais dentro, sempre mais perto do coraçãoda rocha, filtrando-sepor regos de lama até que um diauma luz desfechada dos castanheirosacende…
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Giuseppe Ungaretti – In Memoriam

Locvizza, 30 de setembro de 1916 Chamava-seMoammed Sceab Descendentede emires de nômadessuicidaporque não tinha maisPátria Amou a Françae mudou de nome Foi Marcelmas não era francêse já não sabiaviverna tenda dos seusonde se escuta a cantilenado Alcorãosaboreando um café E não sabiadesataro cantodo seu abandono Acompanhei-ojunto com a dona da pensãoonde vivíamosem Parisdo número 5…
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Patrizia Cavalli – Agora que

Agora que o tempo parece ser todo meue ninguém me chama para o almoço e para o jantar,agora que posso ficar observandocomo uma nuvem se desfaz e perde a cor,como um gato caminha pelo telhadono imenso luxo de uma exploração, agoraque cada dia me esperaa extensão sem limites de uma noiteonde não há mais apelos…
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Antonia Pozzi – Novembro

E depois – quando eu partirrestará alguma coisade mimno meu mundo –restará um fino rasto de silênciono meio das vozes –um ténue sopro de brancono coração do azul – E numa noite de Novembrouma menina frágilà esquina de uma ruavenderá braçadas de crisântemose lá estarão as estrelasgélidas verdes distantes –Alguém choraráem algum lugar – em…
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Eugenio Montale – O lago de Annecy

Não sei por que minhas memórias te relacionamao lago de Annecyque visitei alguns anos antes de tua morte.Mas na época eu não pensava em ti, era joveme julgava ser o senhor do meu destino.Por que uma memória tão enterrada é capaz deaflorar eu não sei; tu mesmacertamente me enterraste e nem percebeste.Agora ressurges viva, embora…
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Giuseppe Ungaretti – Vigília

“Vigília”, um poema de Giuseppe Ungaretti que transforma a noite ao lado do cadáver de um companheiro em revelação extrema: diante da morte brutal, o apego à vida torna-se absoluto.
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Petrarca – Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)

“Soneto CXXXIII (“O Amor me Assinalou com sua Seta”)”, um poema de Francesco Petrarca que retrata o amor como força avassaladora e paradoxal, comparando seus efeitos ao fogo, ao sol e ao vento, e explorando a tensão entre êxtase, dor e aniquilação amorosa.