Robinson Jeffers – A canção da quietude

Bebe, bebe profundamente da quietude,     E às margens do mar-imensidãoEsquece de tua aflição, amiúde,     E de todas as misérias que virão.Mais calmo e frio do que a neblina,Que se desdobra e se inclinaSobre o vale escuro, e se rebobina,     Aprende a ser.   O Passado — foi um sonho ardente,     Um … Continue lendo Robinson Jeffers – A canção da quietude

Robinson Jeffers – Falcão ferido

Falcão Ferido I A pilastra quebrada da asa avulta da espádua coagulada, A asa se arrasta como um estandarte do fracasso, Não mais usar o céu para sempre, mas viver com fome E dor por alguns dias: um gato ou um coiote Encurtarão a semana de espera pela morte: há jogos sem garras. Ele permanece … Continue lendo Robinson Jeffers – Falcão ferido

Robinson Jeffers – Sem Título

​Isto quase anula meu medo de morrer, meu amor falou, Quando eu penso em cremação. Apodrecer na terra É um fim abominável, mas arder em chamas — além disso, estou habituada, Eu ardi com amor ou fúria tanto em minha vida, Não à toa meu corpo está cansado, não à toa está morrendo. Nós fomos felizes com … Continue lendo Robinson Jeffers – Sem Título

Robinson Jeffers – The Inhumanist (Parte II de “The Double Axe”) (excerto)

Chegará um tempo, sem dúvida, Em que também o sol morrerá; os planetas congelarão e o ar sobre eles; gases congelados, com flocos de ar Serão a poeira: que nenhum vento jamais bulirá: essa poeira mesma a cintilar à luz baixa dos astros É o vento morto, o corpo branco do vento. Também a galáxia … Continue lendo Robinson Jeffers – The Inhumanist (Parte II de “The Double Axe”) (excerto)