John Keats – Ode sobre a Indolência

I Numa certa manhã eu vi as três as figuras,    Curvadas, de perfil, mãos juntas, uma a uma, Seguindo atrás da outra, mudas e seguras,    Sandálias suaves, vestes alvas, pés de pluma; Como formas de mármore em alto-relevo   Sobre uma urna, foram-se, ao girar a face    Do vaso; mas voltando ao … Continue lendo John Keats – Ode sobre a Indolência

John Keats – Do Endymion

O que é belo há de ser eternamente Uma alegria, e há de seguir presente. Não morre; onde quer que a vida breve Nos leve, há de nos dar um sono leve, Cheio de sonhos e de calmo alento. Assim, cabe tecer cada momento Nessa grinalda que nos entretece À terra, apesar da pouca messe … Continue lendo John Keats – Do Endymion

John Keats – Ode a um Rouxinol

Meu peito dói; um sono insano sobre mim Pesa, como se eu me tivesse intoxicado De ópio ou veneno que eu sorvesse até o fim, Há um só minuto, e após no Letes me abismado: Não é porque eu aspire ao dom de tua sorte, É do excesso de ser que aspiro em tua paz … Continue lendo John Keats – Ode a um Rouxinol

John Keats – Ode sobre uma Urna Grega

I Inviolada noiva de quietude e paz, Filha do tempo lento e da muda harmonia, Silvestre historiadora que em silêncio dás Uma lição floral mais doce que a poesia: Que lenda flor-franjada envolve tua imagem De homens ou divindades, para sempre errantes. Na Arcádia a percorrer o vale extenso e ermo? Que deuses ou mortais? … Continue lendo John Keats – Ode sobre uma Urna Grega