Billy Collins – Como se para demonstrar um eclipse

Pego uma laranja de um cesto de vimee a coloco na mesapara representar o sol.Depois, na outra ponta,uma bola de gude azul e brancase torna a terra perto da qual eu coloco a pequena lua de uma aspirina.Pego uma taça no armário,abro uma garrafa de vinho,sento-me em uma cadeira de espaldar alto,um deus benevolente presidindoum … Continue lendo Billy Collins – Como se para demonstrar um eclipse

Billy Collins – A respiração

A respiração, um poema de Billy Collins

Assim como nos filmes de terror,
quando alguém descobre que as ligações telefônicas
estão vindo de dentro da casa,

eu também percebi
que nossa tenra sobreposição
vem ocorrendo apenas dentro de mim.

Billy Collins – Esquecimento

O nome do autor é o primeiro a desaparecer seguido obedientemente pelo título, a trama, a conclusão comovente, o romance todo que subitamente se torna algo que você nunca leu, do qual nunca ouviu falar, como se, uma a uma, as memórias que você costumava abrigar decidissem se retirar para o hemisfério sul do cérebro, … Continue lendo Billy Collins – Esquecimento

Billy Collins – As cadeiras em que ninguém se senta

Vêem-se em varandas e em relvados mesmo à beira do lago, geralmente dispostas em pares indicando que um casal se poderá sentar ali e olhar para a água ou para as grandes árvores frondosas. O problema é que nunca se vê ninguém sentado nessas cadeiras abandonadas embora a dada altura deva ter parecido um bom … Continue lendo Billy Collins – As cadeiras em que ninguém se senta

Billy Collins – Pardal de Natal

A primeira coisa que ouvi esta manhã foi um rápido bater de asas, suave, insistente – asas contra vidro, como se percebeu depois, lá em baixo, quando vi um pequeno pássaro agitando-se na moldura de uma janela alta, tentando lançar-se através do enigma de vidro até a ampla luz. E então um ruído na garganta … Continue lendo Billy Collins – Pardal de Natal