Categoria: Eavan Boland
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Eavan Boland – Eurídice fala

“Eurídice fala”, um poema de Eavan Boland que revisita o mito clássico a partir de uma voz íntima e deslocada, refletindo sobre memória, linguagem e reconhecimento em um espaço onde o real e o mítico se confundem.
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Eavan Boland – Chegamos sempre tarde demais

“Chegamos sempre tarde demais”, um poema de Eavan Boland que explora a natureza fragmentada da memória e a dolorosa distância entre o que foi vivido e o que poderia ter sido, revelando a beleza e a melancolia das lembranças que nos escapam.
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Eavan Boland – Âmbar

“Âmbar”, um poema de Eavan Boland em que a memória e a ausência se entrelaçam, revelando como algo tão frágil quanto a resina pode capturar vestígios do passado e desafiá-lo a permanecer.
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Eavan Boland – Brasas

“Brasas”, um poema de Eavan Boland em que o entrelaçamento entre mito e intimidade revela segredos do tempo, do desejo e da memória, ardendo entre o que é dito e o que deve permanecer em silêncio.
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Eavan Boland – Anna Liffey

“Anna Liffey”, um poema de Eavan Boland sobre memória, identidade e pertencimento, que entrelaça a fluidez do rio com as transformações do corpo e da linguagem, revelando a busca por um lar em meio à impermanência.
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Eavan Boland – A douradora

“A douradora,” um poema de Eavan Boland em que o ofício de transformar metais preciosos torna-se uma metáfora para a criação poética, revelando as delicadas e perigosas alquimias da memória e do desejo.
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Eavan Boland – Quarentena

Na pior hora da pior estaçãodo pior ano de todo um povoum homem partiu do internato com a mulherEle andava – ambos andavam – para o norte Ela tinha a febre da fome e não se aguentava.Ele a ergueu e a pôs nas costas.Andou assim para oeste e oeste e norte. Até queao anoitecer sob…
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Eavan Boland – Atlântida – Um soneto perdido

Como foi que isso aconteceu, eu me perguntava,que uma cidade inteira – arcos, pilares, colunatas,sem falar em veículos e animais – tivesse,um belo dia, afundado? Quer dizer, eu dizia a mim mesma, o mundo era pequeno naquela época.Uma grande cidade certamente teria feito falta?Sinto falta da nossa velha cidade — pimenta-branca, morcela branca, você e…
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Eavan Boland – Cartas aos mortos

I Estudiosos do Império Antigo encontraram cerâmicasgravadas por toda parte com marcas e sinais. II Escritos em louças de lodo. Nas bordas dos vasos.Colocados na entrada dos túmulos.O vermelho do ferro de um mundo.Postado no limiar de outro.Chamaram-nas de cartas aos mortos. III Eles não choravam ou se lamentavam por meio destas marcas e sinais.Eles…
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Eavan Boland – E alma

Minha mãe morreu em um verão —o mais úmido nos registros do Estado.Safras apodreciam no oeste.Toalhas de mesa xadrez dissolviam-se nos jardins.Cadeiras de praia vazias recolhiam a chuva.Enquanto eu me dirigia até elano trânsito, por entre lilases que gotejavam sombriamenteatrás das casase nas calçadas, para prestar-lhea última homenagem de uma filha, pensei em algoque lembrei…