Nelson Santander – [secos são os homens sem sonhos]

"secos são os homens sem sonhos", um poema de Nelson Santander secos são os homens sem sonhos desertos rios de margens estreitas trilham apenas os caminhos que a terra dita

Eugénio de Andrade – Elegia

Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frutos e dos animais. Maio trouxe cravos como outrora, cravos morenos, como tu dizias, mas cada hora passa e não se demora na tristeza das nossas alegrias. Ainda sabemos cantar, só a nossa voz é que … Continue lendo Eugénio de Andrade – Elegia

Ferreira Gullar – Poema sujo

"Poema sujo", de Ferreira Gullar turvo turvo a turva mão do sopro contra o muro escuro menos menos menos que escuro menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo escuro mais que escuro:

Alberto Pucheu – Poema para a catástrofe do nosso tempo

"Poema para a catástrofe do nosso tempo", um poema de Alberto Pucheu Amanhã não será um dia melhor do que hoje, que não é um dia melhor do que ontem. (...)

Jorge de Sena – Carta a meus filhos sobre o fuzilamento de Goya

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso. É possível, porque tudo é possível, que ele seja aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo, onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém de nada haver que não seja simples e natural. Um mundo em que tudo seja permitido, conforme o vosso gosto, … Continue lendo Jorge de Sena – Carta a meus filhos sobre o fuzilamento de Goya