Categoria: Poesia em Língua Portuguesa
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Carlos Alberto Machado – Chegaste à Idade da Morte

“Chegaste à Idade da Morte”, um poema de Carlos Alberto Machado, contempla o momento da vida em que a morte dos amigos deixa de ser exceção e se torna presença recorrente. Entre a consciência da finitude e a recusa de uma rendição passiva, o poeta encontra uma forma amarga de resistência: continuar vivendo enquanto a…
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Rui Pires Cabral – Cartas

“Cartas”, um poema de Rui Pires Cabral, transforma a correspondência entre duas pessoas numa meditação sobre a solidão, o envelhecimento e a lenta perda de nós mesmos. Entre palavras escritas e silêncios compartilhados, emerge a consciência de um desamparo que aproxima sem necessariamente unir. O poema encontra sua força na delicada incerteza de um encontro…
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Albano Martins – Lembra-te

“Lembra-te”, um poema de Albano Martins, condensa em poucos versos a passagem irreversível da beleza à deterioração. Entre a lembrança do que havia e a aspereza do que resta, o caminho transforma-se em imagem da própria existência: uma experiência de perda, consciência e inevitabilidade da qual já não parece possível desviar-se.
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Ana Goês – Convida-me só para jantar

“Convida-me só para jantar”, um poema de Ana Goês, transforma um gesto cotidiano de cuidado numa delicada ética da intimidade. Entre sopa quente, vinho servido devagar e conversa sem exigências, o eu lírico pede apenas presença, gentileza e tempo, revelando como a ternura pode nascer justamente da recusa da pressa e da pressão.
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Hilda Hilst – Obriga-me

“Obriga-me”, um poema de Hilda Hilst, confronta corpo e transcendência numa fala erótica em que prazer, memória e desejo não bastam para possuir inteiramente o outro. Entre provocação e recusa, o poema expõe a tensão entre a intimidade física e uma alma que continua voltada para algo inalcançável, além do amante e além do corpo.
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Emmanuel Santiago – Lembro-me das Madrugadas

“Lembro-me das Madrugadas”, um poema de Emmanuel Santiago, transforma as noites frias de Minas em paisagem interior, onde montanhas, neblina e estrelas se confundem com infância e memória. Entre a melancolia do passado e a consciência futura da morte, o poema recupera um tempo em que o horizonte ainda guardava promessas e o mundo parecia…
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Guilherme de Almeida – Soneto XXVII

“Soneto XXVII”, um poema de Guilherme de Almeida, retrata o encontro silencioso entre dois antigos amantes que fingem desconhecer o passado compartilhado. Sob a aparente indiferença, porém, um simples cruzar de olhares restitui aquilo que o tempo não conseguiu apagar: a lembrança melancólica de um amor irrecuperável.
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Cassiano Ricardo – Depois de Tudo

Leia “Depois de Tudo”, de Cassiano Ricardo, um poema sobre memória, silêncio e a passagem do tempo, marcado por imagens de rara delicadeza e profundidade.
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Cecilia Meireles – Cântico VI

Leia “Cântico VI”, de Cecília Meireles, um poema sobre morte, renovação e eternidade, em que o fim se revela como parte do contínuo da existência.
