Joseph Stroud – Primeira Canção

Aquela distante manhã na fazenda da Ruth em que me escondi entre as glicínias e observei os beija-flores. Eu achava que o rubi ou o ouro que brilhavam em seus pescoços fossem o sangue adocicado das flores. Eles metiam seus bicos perfurantes em uma coroa de pétalas até suas cabeças desaparecerem. As flores se esbatiam … Continue lendo Joseph Stroud – Primeira Canção

Joseph Stroud – A mais difícil tradução do amor

Após cinco anos de casamento ele achou que seu coração finalmente havia traduzido o matrimônio. Mas foi como aquela noite no Festival de Filmes Estrangeiros quando, quase na metade, o filme de repente mudou de legendado para dublado & por um instante ele achou que entendia romeno. Trad.: Nelson Santander Love’s More Difficult Translation About … Continue lendo Joseph Stroud – A mais difícil tradução do amor

Joseph Stroud – Perdido

O cervo se distancia de mim e segue tranquilamente colina acima sem nem mesmo relancear os olhos para onde estou, de onde começo a cruzar um campo de neve em meu corpo e me perco enquanto uma cinza branca despenha do céu encobrindo meus rastros e não há como encontrar o caminho de volta. Lost … Continue lendo Joseph Stroud – Perdido

Joseph Stroud – Tributo a Rolf Jacobsen

A jaqueta amarela fica batendo contra a vidraça tentando sair. Desde o começo era apenas uma questão de abrir a janela, encontrar as palavras, e você por aí - em um outro, maior mundo. Para os mortos, o paraíso é a calçada na qual você caminha olhando as janelas, cantarolando, parando para um café. Trad.: … Continue lendo Joseph Stroud – Tributo a Rolf Jacobsen

Joseph Stroud – Lázaro em Varanasi

Em uma pira no flamejante Ghat um cadáver senta-se lentamente entre as chamas. Como se lembrasse de algo importante. Como se olhasse ao redor uma vez mais. Como se tivesse finalmente algo a dizer. Como se houvesse uma maneira de sair disso. Trad.: Nelson Santander Lazarus In Varanasi From a pyre on the burning ghat … Continue lendo Joseph Stroud – Lázaro em Varanasi

Joseph Stroud – Lendo Kaváfis sozinho na cama

Eu, também, me lembro do passado, meu quarto iluminado por velas, e da noite em que ela entrou e tocou meu rosto com seu rosto, com boca e língua e lábios, do pomar à noite, do odor das frutas, seus seios - lembra, corpo? - aquele quarto, lembra? - nossos gritos, as velas bruxuleantes? Trad.: … Continue lendo Joseph Stroud – Lendo Kaváfis sozinho na cama