Georg Trakl – No Outono

Junto à cerca, os girassóis e o seu brilho, Doentes sentados ao sol, sem alento. No campo, as mulheres cantam no trabalho, Ouvem-se ao longe os sinos do convento. Os pássaros contam lendas de encantar, Ouvem-se ao longe os sinos do convento. Há um violino no pátio a gemer. E já o vinho escuro vão … Continue lendo Georg Trakl – No Outono

Georg Trakl – Ocaso

A Karl Borromäus Heinrich Por sobre o lago branco Partiram os pássaros selvagens. No crepúsculo sopra de nossas estrelas um vento gelado. Por sobre os nossos túmulos Inclina-se a fronte despedaçada das trevas. Sob carvalhos, balançamos numa barca prateada. Sempre ressoam os muros brancos da cidade. Sob arcos de espinhos Oh, irmão, ponteiros cegos, escalamos … Continue lendo Georg Trakl – Ocaso

Georg Trakl – Olhando um velho álbum

Sempre voltas, melancolia, Mansidão da alma solitária. Por fim arde um dia dourado. Com humildade curva-se à dor o paciente Ressoando harmonia e suave loucura. Olha! Já escurece. Volta de novo a noite e um mortal lamenta-se E com ele sofre um outro. Arrepiada sob estrelas de outono, A cabeça mais baixa a cada ano.

Georg Trakl – De Profundis

Há um restolhal, onde cai uma chuva negra. Há uma árvore marrom, ali solitária. Há um vento sibilante, que rodeia cabanas vazias. Como é triste o entardecer Passando pela aldeia A terra órfã recolhe ainda raras espigas. Seus olhos arregalam-se redondos e dourados no crepúsculo, E seu colo espera o noivo divino. Na volta Os … Continue lendo Georg Trakl – De Profundis