Categoria: Wendell Berry
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Wendell Berry – Três Poemas Elegíacos

Leia “Três poemas elegíacos”, de Wendell Berry: uma elegia sobre morte, memória, terra e a dignidade da despedida em harmonia com a natureza.
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Wendell Berry (1934–2026): a fidelidade à terra

Há um verso de “O desejo de ser generoso” que hoje parece ter mudado de temperatura. Depois de enumerar tudo aquilo que ama e que sabe condenado a desaparecer — a carne, o jardim, o campo, os lírios, a floresta, a própria terra —, Wendell Berry imagina sua vida como “uma paciente descida voluntária em…
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Wendell Berry – 10 de outubro

“10 de Outubro”, um poema de Wendell Berry que captura, com delicadeza e silêncio, o instante em que o outono começa a apagar os vestígios do verão, revelando os sinais sutis de uma transição mais profunda.
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Wendell Berry – A Meta

“A Meta”, um poema de Wendell Berry que explora, com simplicidade e profundidade, a busca por uma quietude interior em meio à pressa e ao ruído da vida cotidiana.
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Wendell Berry – De “Sabbaths” (2001)
[…] III Peça ao mundo que revele sua quietude —não o silêncio das máquinas quando cessam,mas a verdadeira quietude onde os cantos das aves,as árvores, os sinos-das-sombras, os caracóis, as nuvens, as tempestadesse tornam o que são – e nada além disso. […] V O vento do outono chegou.Está por toda parte. Movecada folha de…
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Wendell Berry – Antes do Anoitecer

“Antes do Anoitecer”, de Wendell Berry: uma observação lírica e contemplativa da natureza, que explora a interação entre o observador e a cena natural.
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Wendell Berry – Eles se sentam juntos na varanda

Eles se sentam juntos na varanda, a escuridãoAproximando-se, a casa atrás deles na penumbra.Terminada a refeição, lavaram e secaramA louça – apenas dois pratos agora, dois copos,Duas facas, dois garfos, duas colheres – tarefa pequena para dois.Ela se senta com as mãos cruzadas no colo,Em repouso. Ele fuma seu cachimbo. Não trocam palavras,E quando finalmente…
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Wendell Berry – A Paz das Coisas Selvagens

Quando as dores do mundo crescem em mime desperto na noite ao menor somcom medo do que minha vida e a dos meus filhos possam ser,eu saio e me deito onde o pato selvagemrepousa em sua beleza sobre as águas, e a garça se alimenta.Eu penetro na paz das coisas selvagensque não sobrecarregam suas vidas…
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Wendell Berry – A cobra

No final de outubroencontrei no chão da florestauma pequena cobra cujas costastinham o padrão da escuridãodas folhas mortas em que ela estava deitada.Seu corpo fora engrossado por um ratoou um pequeno pássaro. Ela estava fria,tão entorpecida com a barriga cheiae o ar do outono que mal se dava ao trabalho de mexer a língua.Eu a…
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Wendell Berry – Tudo de que precisamos está aqui

Gansos surgem bem acima de nós,passam, e o céu se fecha. O abandono,como no amor ou no sono, os mantémno seu caminho, clarona antiga fé: tudo de que precisamosestá aqui. E oramos, nãopor uma terra ou um céu novos, mas para termoscalma no coração, e no olhar,clareza. Tudo de que precisamos está aqui. Trad.: Nelson…