William Blake – Londres

Em cada rua escriturada em que ando, Onde o Tâmisa escriturado passa, Eu nos rostos que encontro vou notando Os sinais da doença e da desgraça. Ouço nos gritos que os adultos dão, E nos gritos de medo do inocente, Em cada voz, em cada interdição, As algemas forjadas pela mente Se o Limpa-Chaminés acaso … Continue lendo William Blake – Londres

William Blake – London (c.1790)

Perambulo por todas as ruas com barreiras Vizinhas de onde o próprio Tâmisa Entre barreiras flui, e em cada face que encontro Marco marcas de fraqueza, marcas de pesar. Ouço o ruído dos grilhões mentais apostos Em cada alocução de cada homem No grito de temor de cada infante Nas vozes todas, em cada interdição. … Continue lendo William Blake – London (c.1790)

William Blake – A Tirzah

Tudo que nasceu para morrer Deve-se a terra misturar Para da geração se libertar: Então, que tenho eu a ver contigo? Do orgulho e da vergonha nasce o sexo Pela manhã florido, à tarde morto. Mas a piedade faz da Morte sono E os sexos se levantam para o trabalho e o pranto. Tu, mãe … Continue lendo William Blake – A Tirzah

William Blake – O Ti(y)gre (em 4 traduções)

O TYGRE - Trad. Augusto de Campos Tygre! Tygre! Brilho, brasa que a furna noturna abrasa, que olho ou mão armaria tua feroz symmetrya? Em que céu se foi forjar o fogo do teu olhar? Em que asas veio a chamma? Que mão colheu esta flamma? Que força fez retorcer em nervos todo o teu … Continue lendo William Blake – O Ti(y)gre (em 4 traduções)