Felipe Benítez Reyes – O desenho na água

Bem sabes que estes anos passarão, que tudo terminará em literatura: a imagem das noites, as lendas da triunfante juventude e as cidades vividas como corpos. Que estes anos passarão tu já sabes, pois são teus como se possuísses a neve e a neblina, como é do mar a bruma ou do ar a cor … Continue lendo Felipe Benítez Reyes – O desenho na água

Felipe Benitez Reyes – “Collige Rosas”

Consumir este dia como se fosse o último.              Queima-lo como o último cigarro que restou ao insone. Retarda-lo nos lábios como a sílaba última de uma fórmula mágica. Que dependa dele - como a moeda que o suicida reticente lança ao ar - o exato sentido da vida                essa confusão de quimeras que morrem nas … Continue lendo Felipe Benitez Reyes – “Collige Rosas”

Felipe Benítez Reyes – Uma Forma de Eternidade

Então o medo era isto? Não os assustadores fantasmas do pensamento e da consciência. Não os longos corredores de hospitais com lâmpadas fluorescentes dia e noite. Nem sequer o tremor de irrealidade que permanece na alma se te recordas. O medo, aparentemente, é calmo: Chega quando fechas a janela e compreendes que tudo quanto vês … Continue lendo Felipe Benítez Reyes – Uma Forma de Eternidade

Felipe Benítez Reyes – Aniversário

Outro ano que se vai. Os muitos que se foram deixaram-nos um verbo repetido com significados diferentes e o mapa de um tesouro que não está em nenhum mapa, conversas amenas e o silêncio, e luzes que se apagam e sombras que se acendem e o penar de alma em luto pela alma do que … Continue lendo Felipe Benítez Reyes – Aniversário