Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Laura Gilpin – O peso de uma alma

“O peso de uma alma”, um poema de Laura Gilpin, parte de uma curiosa tentativa de medir fisicamente a alma para construir uma delicada meditação sobre morte, amor e ausência. Entre a leveza quase imperceptível de quem parte e o peso devastador suportado por quem fica, o poema encontra sua força num paradoxo comovente.
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Laura Gilpin – Vilanela: elegia para meu pai

“Vilanela: elegia para meu pai”, um poema de Laura Gilpin, transforma a passagem inexorável do tempo numa delicada celebração da memória paterna. Entre estações, luz e sombra, a repetição própria da vilanela preserva os instantes felizes contra o desgaste dos anos, fazendo da lembrança uma forma íntima de permanência.
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Eloy Sánchez Rosillo – Aviso aos Caminhantes

“Aviso aos caminhantes”, um poema de Eloy Sánchez Rosillo, reflete sobre esses raros instantes em que a vida se ilumina e exige decisão imediata. Entre o acaso, o destino e a coragem de romper com o hábito, o poema transforma a escolha num teste espiritual: acolher o milagre fugaz ou condenar-se à noite de quem…
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David Yezzi – Esta é a minha prova

“Esta é a minha prova”, um poema de David Yezzi, encontra nos vestígios de um antigo amor a força inesperada da memória. Uma fotografia esquecida e algumas palavras preservadas pelo acaso fazem o passado reaparecer por um instante, antes que o tempo volte a dispersá-lo com a leveza inevitável da poeira.
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Jim Harrison – A morte, outra vez

“A morte, outra vez”, um poema de Jim Harrison, recusa tanto o romantismo quanto a melancolia para encarar a morte como parte ordinária da existência. Entre humor irreverente e contemplação, o poeta conduz o olhar do cotidiano ao mistério, até encontrar na natureza uma imagem serena dos limites do que podemos conhecer.
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Josep M. Rodríguez – Primeira Visita ao Zoológico

“Primeira Visita ao Zoológico”, um poema de Josep M. Rodríguez, parte de um diálogo íntimo entre mãe e filho para refletir sobre a tristeza, a imaginação infantil e a dolorosa descoberta da vida adulta. Entre a ternura da escuta materna e a metáfora final das grades, o poema transforma o crescimento numa perda gradual de…
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Mary Oliver – Do Império

“Do Império”, um poema de Mary Oliver, projeta sobre o presente o olhar de um futuro que julgará nossa civilização. Poder, acumulação e desigualdade compõem o retrato de uma sociedade que transformou o mundo em mercadoria e empobreceu a própria capacidade de compaixão, numa crítica incisiva aos valores que escolhemos preservar.
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Adam Zagajewski – Transformação

“Transformação”, um poema de Adam Zagajewski, nasce de um período de silêncio criativo em que a atenção do poeta se desloca para o mundo, a política e os pequenos sinais da natureza. Entre crepúsculos, poeira e caminhadas, uma espera indefinida concentra-se pouco a pouco numa necessidade absoluta de ruptura, revelação e desejo.
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Clare Harner – Imortalidade

“Imortalidade”, um poema de Clare Harner, transforma a morte em uma experiência de continuidade e presença. Dissolvida no vento, na neve, na chuva, na luz e no voo das aves, a voz poética oferece aos que permanecem uma consolação serena: aquilo que amamos pode sobreviver para além dos limites do corpo.
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Juan Vicente Piqueras – Nomes Apagados

“Nomes apagados”, um poema de Juan Vicente Piqueras, acompanha a lenta erosão da linguagem na mente do pai, começando pelo desaparecimento dos nomes e avançando sobre a própria substância do mundo. Entre afeto e devastação, o poema reflete sobre memória, identidade e perda, mostrando como o esquecimento não apaga apenas as palavras, mas também o…