Ian Hamilton – Os quarenta

"O eu que sobreviveu àqueles anos desprezíveis", Sua "virtude austera" magicamente intacta. Pois bem, Ele deve ter-se perguntado, é isto O "é isso"; esta Vida encapsulável Que nunca pensei encontrar E nunca procurei: que começa no meio De tal modo que no fim O dano perdura mais do que a reparação? Aos quarenta e cinco … Continue lendo Ian Hamilton – Os quarenta

Ian Hamilton – Fantasmas

O lustrado e magnificamente adornado caixão Desliza, como um novo navio, para as profundezas em chamas. Em terra firme, A congregação murmura de joelhos. Do meu assento lateral Eu controlo mantendo desobstruída a visão de sua partida. Se você estivesse deitada de lado Eu talvez pudesse flagrar o seu olhar insuspeito. No pátio, ao anoitecer, … Continue lendo Ian Hamilton – Fantasmas

Ian Hamilton – Vizinhos

Das janelas que dão para a baía No deteriorado hotel do outro lado da pista Misteriosos hóspedes de pernoite emergem Em suas varandas Para respirar o ar frio da noite. Nós os deixamos assistir Às nossas vidas pacatas. Eles nos permitem imaginar o que foi feito deles. Trad.: Nelson Santander Neighbours From the bay windows … Continue lendo Ian Hamilton – Vizinhos

Ian Hamilton – Última Valsa

De onde estamos quase que podemos identificar Os rostos destas pessoas que não conhecemos: Um semi-círculo sombreado Ao redor do enorme aparelho de TV doado Que domina nossa ala. A 'Última Valsa' espalha-se sobre eles Iluminando Amistosos, exaustos sorrisos. E nós, Como se nos importássemos, também sorrimos. Para cada alma perdida, nesta hora tardia Um … Continue lendo Ian Hamilton – Última Valsa

Ian Hamilton – Lamento

Eu fiz o que pude. Meus garotos correm soltos agora. Eles buscam suas oportunidades enquanto a mãe deles apodrece neste lugar. E rua acima, o homem, Meu único homem, que me tocou em todos os lugares, Desfaz-se aos pedaços sob a terra. Sou tristonha, obtusa, velha e por fora. À noite, posso sentir minhas mãos … Continue lendo Ian Hamilton – Lamento

Ian Hamilton – Admissão

Os lábios rachados do porteiro noturno fardado Ruminam horrivelmente junto ao para-brisa embaçado De nossa negra ambulância. Nosso problema Inspira um único e marcial olhar de desdém E logo ele sinaliza o caminho, para a "Pátria". Trad.: Nelson Santander Admission The chapped lips of the uniformed night-porter Mumble horribly against the misted glass Of our … Continue lendo Ian Hamilton – Admissão

Ian Hamilton – Legado

Estamos no inverno agora e estou aquecido, Acamado, feliz por ter sobrevivido. Minha mobília Me cerca. Eu posso alcançar meus livros. E você, noite após noite, Até "o fim" Ficará comigo. Entre nós Há lenitivos, esta dor E estes poemas inacabados eu lego a você. Muitas vezes deve ser assim. Escurecemos suavemente enquanto você conta … Continue lendo Ian Hamilton – Legado

Ian Hamilton – A Tempestade

Longe, uma tempestade irrompe. Vem em ondas para o nosso quarto. Olhas para o clarão do céu, que a atinge em um dos lados do rosto, nos lábios tensos, no olhar assustado. Voltas-te para mim e quando a chamo tu vens E ajoelha-te ao meu lado, desejando que eu tome Tua cabeça entre minhas mãos … Continue lendo Ian Hamilton – A Tempestade

Ian Hamilton – Despertar

Sua cabeça, tão doente, está encostada à minha. Tão sensata. Você não se lembra Por que está aqui, nem reconhece Estas mãos amigas. Meu amor, O mundo nos encurrala. Estamos perdendo terreno. Trad.: Nelson Santander Ian Hamilton - Awakening Your head, so sick, is leaning against mine, So sensible. You can't remember Why you're here, … Continue lendo Ian Hamilton – Despertar

Ian Hamilton – Pai, Morrendo

Seus dedos, tufos de pelos de cobertor Debaixo das unhas, estendem-se para tocar As rosas ao lado da cama despetalando com o calor. Caem pétalas brancas.            Aprisionadas em suas mão Elas escurecem, empapadas em suor, depois enrolam, Desidratam-se e desmoronam.            Hora após hora Elas gotejam do ramo. Por fim Ele está limpo e, quando você … Continue lendo Ian Hamilton – Pai, Morrendo