Categoria: Eugenio Montale
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Eugenio Montale – A enguia

A enguia, a sereiados mares frios que deixa o Bálticopara alcançar os nossos mares,nossos estuários, os riosque sobe pelas profundezas, contra a enxurrada,de braço em braço e depoisde veio em veio, cada vez mais delgados,sempre mais dentro, sempre mais perto do coraçãoda rocha, filtrando-sepor regos de lama até que um diauma luz desfechada dos castanheirosacende…
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Eugenio Montale – O lago de Annecy

Não sei por que minhas memórias te relacionamao lago de Annecyque visitei alguns anos antes de tua morte.Mas na época eu não pensava em ti, era joveme julgava ser o senhor do meu destino.Por que uma memória tão enterrada é capaz deaflorar eu não sei; tu mesmacertamente me enterraste e nem percebeste.Agora ressurges viva, embora…
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Eugenio Montale – Xenia I

1 Querido pequeno inseto que chamavam de mosca, não sei por quê, esta tarde quase ao escurecer enquanto lia o Segundo Livro de Isaías reapareceste ao meu lado, mas não tinhas óculos, não podias me ver nem podia eu sem aquela centelha reconhecer-te no escuro. 2 Sem óculos nem antenas pobre inseto que asas só…
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Eugenio Montale – A enguia

A enguia, a sereia dos mares frios que deixa o Báltico para alcançar os nossos mares, nossos estuários, os rios que sobe pelas profundezas, contra a enxurrada, de braço em braço e depois de veio em veio, cada vez mais delgados, sempre mais dentro, sempre mais perto do coração da rocha, filtrando-se por regos de…