Categoria: Guilherme de Almeida
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Guilherme de Almeida – Soneto XXVII

“Soneto XXVII”, um poema de Guilherme de Almeida, retrata o encontro silencioso entre dois antigos amantes que fingem desconhecer o passado compartilhado. Sob a aparente indiferença, porém, um simples cruzar de olhares restitui aquilo que o tempo não conseguiu apagar: a lembrança melancólica de um amor irrecuperável.
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Guilherme de Almeida – Soneto XXVII

Hoje voltas-me o rosto, se a teu lado passo; e eu baixo os meus olhos se te avisto. E assim fazemos, como se com isto pudéssemos varrer nosso passado. Passo, esquecido de teu olhar — coitado! Vais — coitada! — esquecida de que existo: como se nunca tu me houvesses visto, como se eu sempre…