Categoria: Malena Mörling
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Malena Mörling – Sem localização precisa

À noite, o vento aprisionado agita os galhosdo olmo siberiano. Meu filho, que nasceu recentemente, dorme entre mim e meu marido. Onde ele estava antes? Meu marido repousacom seus pensamentos imersos em um sonho sem localização precisa. Nossos corpos estão deitados aqui nesta cama na escuridão de uma casa na terra — Uma casa…
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Malena Mörling – Viajando

Como postes de luzainda acesosapós o amanhecer,os mortosnos encaramde fotografiasemolduradas. Você pode discordar,mas ali estão eles,ainda presentesviajandoincessantementepara trássem um somcada vez maispara o passado. Trad.: Nelson Santander N. do T.: A temática deste poema pareceu-me muito semelhante à abordada por Carlos Drummond de Andrade em seu excepcional “Convívio”, publicado anteontem no site. Ambos refletem sobre…
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Malena Mörling – Do trem

Pouco antes do sol desapareceratrás de uma fileira de armazénse antes que ele voltasse à tonapara lavar nossas roupasdas sombras, eu notei algo —Era apenas um pedaço de papel,mas estava pendurado em uma das paredes expostasde um dos prédios parcialmente demolidosque passavam flutuando.Notei também o contornode uma velha escadae o desgastado papel de parede verde…
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Malena Mörling – Simplesmente iluminado

Muitas vezes, ao cair da tarde,depois de mais um dia, depois demais um ano de dias,no meia-luz, a caminho de casa,paro no mercadoe, aguardando na fila, me pegopensando nas pessoas. Pergunto-mese elas também se perguntam como é estranho que nós estejamosaqui na terra.E como, para viver, todos precisamos dormir.E como temos camas para isso(a menos…