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Emily Dickinson: a matéria do invisível

Emily Dickinson Poucos poetas me dão uma sensação tão forte de absoluta originalidade quanto Emily Dickinson. Há em seus poemas uma inteligência que parece ter inventado as próprias regras: a concisão extrema, os cortes bruscos, as imagens inesperadas, a maneira como morte, tempo, dor, amor ou eternidade cabem em meia dúzia de versos sem jamais…
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Ferreira Gullar: a matéria viva do mundo

Ferreira Gullar Se Drummond ocupa para mim um lugar incontornável, Ferreira Gullar vem logo depois. Sempre me fascinou a extensão de seu percurso: o poeta social e político, a experiência radical da vanguarda, o concretismo e o neoconcretismo, até chegar a uma poesia de maturidade em que memória, corpo, cotidiano e finitude passam a conviver…
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Carlos Drummond de Andrade: poemas para habitar o desencontro

Carlos Drummond de Andrade Drummond foi meu primeiro contato verdadeiro com aquilo que hoje reconheço como poesia de altíssimo nível. E continua sendo, para mim, o maior poeta da língua portuguesa — Camões incluído. Volto a Claro Enigma pelo menos uma ou duas vezes por ano, e talvez essa fidelidade diga mais do que qualquer…
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A poesia deslocada de Cassiano Ricardo

Uma biblioteca afetiva Há bibliotecas que contam a história da literatura. Outras, talvez sem perceber, acabam contando também a história de quem as construiu. Ao longo dos anos, o Singularidade Poética foi reunindo poetas de épocas, países, línguas e tradições muito diferentes. Alguns eu já lia antes de o site existir; outros encontrei justamente porque…
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Simon Armitage – Treze poemas de “New Cemetery”

Em “New Cemetery”, Simon Armitage observa a construção de um cemitério, a pandemia, a morte do pai e o desaparecimento das mariposas.
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Manuel Bandeira – Poema de finados

*”Poema de Finados”, um poema de Manuel Bandeira** em que a memória se inverte, o luto se desdobra em espelho, e o morto verdadeiro não repousa no túmulo — mas caminha, invisível, entre os vivos, à procura de si.
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Laura Gilpin – O peso de uma alma

“O peso de uma alma”, um poema de Laura Gilpin, parte de uma curiosa tentativa de medir fisicamente a alma para construir uma delicada meditação sobre morte, amor e ausência. Entre a leveza quase imperceptível de quem parte e o peso devastador suportado por quem fica, o poema encontra sua força num paradoxo comovente.
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Charles Bukowski – Um poema de amor

“Um poema de amor”, um poema de Charles Bukowski que atravessa corpos e quartos para revelar, sob a crueza do desejo, a necessidade humana de afeto que sustenta e inquieta.
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Laura Gilpin – Vilanela: elegia para meu pai

“Vilanela: elegia para meu pai”, um poema de Laura Gilpin, transforma a passagem inexorável do tempo numa delicada celebração da memória paterna. Entre estações, luz e sombra, a repetição própria da vilanela preserva os instantes felizes contra o desgaste dos anos, fazendo da lembrança uma forma íntima de permanência.
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Eloy Sánchez Rosillo – Aviso aos Caminhantes

“Aviso aos caminhantes”, um poema de Eloy Sánchez Rosillo, reflete sobre esses raros instantes em que a vida se ilumina e exige decisão imediata. Entre o acaso, o destino e a coragem de romper com o hábito, o poema transforma a escolha num teste espiritual: acolher o milagre fugaz ou condenar-se à noite de quem…